28 de outubro de 2011

Monografia e os cem anos de solidão


Ah! Monografia... Tenho certeza que você já ouviu falar nessa palavrinha temida pelos universitários. Talvez você, assim como eu, também não tenha dado a devida importância a essa fase antes de chegar o tal dia “D”, mas acredite isso faz diferença.

Temos um semestre para elaborar um trabalho com, no mínimo, cinqüenta páginas. Não vou dizer que não dá para fazer nesse parco tempo, porque dá... Prova disso é que a maioria dos alunos só pensa na tal durante o último semestre e bem... A maioria passa!
Mas esteja ciente que junto ao seu diploma, você levará uma boa dose de estresse e loucura.

Ao fazer a monografia – levando a sério, lógico – o estudante entra em uma reclusão que parece eterna, as linhas vão se desenhando no word, até que você percebe, assustado, que só completou uma única página.

É um processo moroso, delicado, conturbado. Você mantém ao mesmo tempo uma relação de amor e ódio com o tema escolhida. Prometo que você irá se apaixonar por ele à medida que se aprofunda, mas também dou a minha palavra que em muitos momentos se perguntará: Por que diabos escolhi esse assunto?

O tempo se tornará curto, um semestre inteiro passará tal qual um mês e um monte de “se” povoará a sua mente já perturbada:

- E se não der tempo?
- E se eu acrescentar isso aqui?
- E se eu tirar aquilo ali?
- E se o orientador reclamar?
- E se a banca detestar?
- E se eu travar na hora da defesa?

Que fase! Que dor... Quantas noites mal dormidas, quantas leituras e releituras de um mesmo livro, quantas regras da ABNT para aplicar. Quanta burocracia, Meu Deus!

Você anda pela faculdade e sabe quem são os monografandos apenas por olhar em seus rostos. Há olheiras profundas, expressões cansadas, olhares cheios de incerteza... O pânico e o desespero parem ter tomado conta do corpo daquele jovem. A gente envelhece uns 10 anos em apenas seis meses.

A estrada é longa, o caminho nem sempre seguro, mas acredito que todo empenho e disposição levam ao sucesso! Você, que está nessa comigo, força!
“Tudo dá certo no final...”
Você, que não está na faculdade e ainda não pensou no assunto, saiba que “só os tolos aprendem pela própria experiência”. (frase que aprendi com uma pessoa que me ensinou muito)

Defina um tema o quanto antes, leia livros sobre eles sempre que possível, separe citações em arquivos do word, aprenda que em monografia sua opinião é puramente ilustrativa, cite as fontes... Sempre! Procure autores conceituados sobre o assunto, conheça o 4shared.com, Google Books, Scribd e Estante Virtual... Eles serão seus melhores amigos por um bom tempo.

Recebi esses conselhos no decorrer dos meus quatro anos de faculdade, mas como a maioria das pessoas... Ignorei-os solenemente. Segui o caminho da dor em vez do caminho do amor. Peço que não faça o mesmo!

Apesar de tudo, espero ansiosa pela defesa da monografia e pela vitória, pois acredito que mereço!

Volto depois para contar o resultado, torçam por mim.
Postado por Renata A às 23:34 5 comentários
28 de outubro de 2011

Monografia e os cem anos de solidão

Ah! Monografia... Tenho certeza que você já ouviu falar nessa palavrinha temida pelos universitários. Talvez você, assim como eu, também nã...
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7 de outubro de 2011

Micro Origamis

Todo mundo que gosta de cultura oriental, provavelmente, também gosta de origamis. Eu acho incrível, mas confesso que não levo o mínimo jeito para fazer nem um tsuru em tamanho original. Já a artista alemã  Anja Markiewicz é mestra na arte de fazer dobraduras de papel, e o detalhe é que ela faz origamis bem pequeninos, alguns chegam a medir apenas 4 mm.
Esse trabalho milimétrico está exposto no Flickr, mas resolvi postar algumas imagens para vocês conhecerem.










Postado por Renata A às 21:42 9 comentários
7 de outubro de 2011

Micro Origamis

Todo mundo que gosta de cultura oriental, provavelmente, também gosta de origamis. Eu acho incrível, mas confesso que não levo o mínimo jeit...
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1 de outubro de 2011

Lixo Extraordinário


Ando assistindo a bastantes documentários, pois gosto de sair um pouco da ficção para ver a realidade crua e simples que um documentário pode me trazer. Recentemente assisti a Lixo Extraordinário, um documentário sensacional que ganhou (dentre outros) o prêmio Sundance como melhor documentário internacional em 2010, além de ter sido candidato ao Oscar de 2011 (perdendo para "Inside Job").

Lixo Extraordinário narra a trajetória do artista plástico brasileiro Vik Muniz quando este decide fazer seu próximo trabalho em um dos maiores aterros sanitários do mundo: Jardim Gramacho. Sua ideia consiste em criar pinturas com materiais recicláveis em cima de fotografias de personagens que ele encontra por lá. No decorrer da história, vamos conhecendo algumas das pessoas que trabalham nesse lixão, chamados de catadores de lixo (ou catadores de materiais recicláveis, como eles preferem ser chamados).
Conhecemos então Tião, Zumbi, Suelem, Isis, Magna e Irmã. Personagens interessantes e complexos, com bonitas histórias para contar.



Muitos questionaram sobre lixo extraordinário ser apenas uma divulgação do trabalho de Vik Muniz e eu discordo. Ele realmente trata sim do maravilhoso trabalho desse artista brasileiro que ganhou status internacional, mas trata também de uma questão social muito interessante. Vemos, através dos personagens retratados, pessoas que lutam por uma vida melhor ou apenas pela própria sobrevivência, pessoas que são discriminadas por trabalharem nos lixões, mas que encontram em Jardim Gramacho o seu único ganha pão.

É muito interessante assistir ao desenvolvimento dos personagens, que ao se verem diante da possibilidade de uma vida melhor - coisa que antes parecia-lhes impossível, modificam sua maneira de agir perante o mundo. Vik Muniz, ao contrário de muitos outros, preocupou-se com a questão do direito de imagem atribuídos aos personagens de seu trabalho, trazendo à tona uma questão ética importante: Até que ponto podemos usar a imagem das pessoas sem que estes se beneficiem?

Quem gosta de documentários e quem gosta de histórias de vida emocionantes, vale à pena ver Lixo Extraordinário. Uma lição de vida e de reflexão, pois ao nos depararmos com tamanha miséria, com tamanha distinção de classes e de poderes aquisitivos, olhamos para dentro de nós mesmos, em busca de nossas próprias conclusões.

Para quem se interessou em assistir ao documentário, segue abaixo um vídeo do Youtube que possui o documentário completo.


Postado por Renata A às 13:36 6 comentários
1 de outubro de 2011

Lixo Extraordinário

Ando assistindo a bastantes documentários, pois gosto de sair um pouco da ficção para ver a realidade crua e simples que um documentário po...
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