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3 de julho de 2012

Crítica: Prometheus



Prometheus, na mitologia grega, era um Titã ao qual, juntamente com seu irmão, foi incumbido da tarefa de criar os animais e os homens. Após a criação dos homens através do barro, Prometheus roubou o fogo dos deuses para dar aos humanos e, por isso, foi severamente punido por Zeus, que o deixou acorrentado em um monte, onde uma águia comia seu fígado todos dias.

O filme, que recebe o mesmo nome  do Titã que deu vida aos seres humanos, narra a história de uma odisseia galáctica, na qual um grupo de cientistas vai em busca de um determinado lugar que teria sido o começo de tudo, onde “os engenheiros” (como eles chamam os possíveis criadores) teriam dado vida à humanidade. Na expedição, temos um grupo bastante diversificado, como a líder Meredith Vickers (Charlize Theron), o robô David (Michael Fassbender), a bióloga Elizabeth Shaw (Noomi Rapace), dentre outros.

Observando o panorama geral, o filme não é ruim, mas não cumpre o que promete. Os efeitos são, em sua maioria, interessantes, mas não passam disso. A maquiagem usada para envelhecer o ator Guy Pierce é sofrível, o que me fez perguntar: Por que não colocaram uma ator mais velho?

Os personagens não são bem delineados, nenhum deles me causou empatia alguma, muito pelo contrário. Durante todo o filme eu estava indiferente se alguém iria morrer ou não, o que é algo bem incomum, já que o mínimo de carisma já faz com que eu torça pelo personagem.


Outra falha grande se perfaz no roteiro. A história demora a começar, o filme só engata mesmo após quase uma hora. O “papo cabeça” deveria ser interessante, mas não convence e muitas perguntas ficaram sem nenhuma resposta, o que imagino ter sido proposital para a criação de um segundo filme.

O único ponto interessante é a idéia de “origem do Alien” que Ridley Scott tentou retomar, o que faz com que os saudosistas da franquia fiquem com vontade de saber o que está por vir. No entanto, se compararmos a seqüência de Alien com Prometheus, percebemos claramente que, nesse último, Ridley Scott enfeitou demais o pavão e, por isso, acabou pecando pelo seu próprio exagero.

O  filme não é dos piores, tem sim seus pontos altos (nem que seja nos seus 30 minutos finais), mas faltou o que é essencial à própria essência humana, tão discutido no filme, faltou-lhe alma. Por isso, ganha três estrelinhas.


Postado por Renata A às 04:55 4 comentários
3 de julho de 2012

Crítica: Prometheus

Prometheus, na mitologia grega, era um Titã ao qual, juntamente com seu irmão, foi incumbido da tarefa de criar os animais e os homens. Ap...
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21 de junho de 2012

Crítica: Gone (12 horas)


Jill (Amanda Seyfried) é uma jovem que alega ter sido vítima de um sequestro, quando um homem a levou de sua própria casa à noite e a jogou em um buraco escondido no meio da floresta. Sobrevivente desta terrível violência, Jill é atormentada pelas suas próprias memórias e pelo fato que ninguém, nem mesmo a polícia, acredita que isso realmente aconteceu.

Após passar por clínicas psiquiátricas com depressão e tendências suicidas, Jill se muda para um bairro distante onde divide a casa com sua com sua irmã, Molly. Seis meses após o ocorrido, Jill chega em casa e não encontra sua irmã. Após verificar que o pijama que Molly usava  não estava na casa e que um dos brincos delas estava caído no chão, ela começa a imaginar que o criminoso voltou para pegá-la, mas acabou sequestrando sua irmã.

Ignorada pelo detetive local, Jill passa a investigar o caso sozinha e começa a seguir os passos do criminoso, com toda a polícia atrás dela.

O filme tem, sem dúvida, uma história interessante. Seu roteiro daria um espetacular filme de suspense, mas passou muito longe disso. É bem verdade que queremos chegar até o final para saber se toda a história do seqüestro realmente aconteceu ou se é apenas fruto da cabeça de Jill. Porém, esse é o único ponto forte de toda a história, esse jogo entre realidade e ilusão é o que nos prende até o fim.

Amanda Seyfried , muito conhecida por filmes românticos, não é uma atriz sensacional e ainda não convence em Gone. Sua atuação foi um tanto quanto engessada, presa aos moldes de um roteiro ou de uma direção fechada. O restante do elenco, infelizmente, segue os mesmos padrões.


O roteiro também parece ser bem desconexo, algumas peças não se encaixam e muitos detalhes que poderiam passar riqueza para o filme deixam de ser aprofundados. Outra coisa que me irritou bastante foi o desenvolvimento do personagem Quinn, o novo investigador que parece se interessar pela história de Jill. Até a metade do filme, dá a entender que o investigador irá ajudá-la, mas isso não acontece e o personagem simplesmente fica apagado, praticamente some da história, como se tivessem trocado o rascunho do roteiro e esquecido no fundo de uma gaveta qualquer.

Como suspense, o filme prende. Mas como um bom filme, ele não cumpre o seu papel. Desta vez, só vou dar duas estrelinhas.


Postado por Renata A às 14:07 2 comentários
21 de junho de 2012

Crítica: Gone (12 horas)

Jill (Amanda Seyfried) é uma jovem que alega ter sido vítima de um sequestro, quando um homem a levou de sua própria casa à noite e a jogo...
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6 de junho de 2012

5 filmes claustrofóbicos

1) O SANTUÁRIO
Breve sinopse: O experiente mergulhador Frank McGuire (Richard Roxburgh) já tinha explorado as cavernas do South Pacific Esa anteriormente, mas uma tempestade tropical forçou que ele e sua equipe, que inclui seu filho Josh (Rhys Wakefield) e o economista Carl (Ioan Gruffudd), alterasse a rota de saída em direção ao mar, fazendo com que eles fossem mais fundo por dentro de um labirinto de cavernas subaquáticas para sobreviver. Mas eles não têm muito tempo e a dúvida é saber se conseguirão sobreviver para contar esta história.
Nível claustrofóbico: 9. Assisti a esse filme em 3D no cinema. Não sei se foi por esse motivo, mas sai de lá com falta de ar e com as pernas meio bambas. A maior parte do filme se passa embaixo d'água e, digamos, que não nas melhores condições. 
2) ABISMO DO MEDO
Breve Sinopse: Um ano após um trágico acidente, algumas amigas vão explorar uma caverna. Uma delas, Juno (Natalie Jackson Mendoza), sem avisar as outras, as levou para uma caverna que nenhuma pessoa tinha explorado. Logo elas descobrem que talvez alguém tenha entrado ali, mas nunca saído vivo. Um acidente faz com que uma rocha se desprenda e as amigas fiquem presas na caverna. Com a saída bloqueada, elas passam a explorar o local, buscando outro meio de sair. Porém elas passam a ser perseguidas por estranhas criaturas, que se escondem na escuridão da caverna.
Nível Claustrofóbico: 8Não achei tão claustrofóbico assim, mas como todo o filme se passa dentro de uma caverna escura, dá uma certa agonia. A história em si é interessante, o filme vai além da ação/suspense, tem um pouco de drama. Vale a pena ver! 
3) ENTERRADO VIVO
Breve Sinopse: Paul Conroy (Ryan Reynolds) é um americano que trabalha como motorista de caminhão no Iraque. Ele acorda, sem saber como, enterrado vivo dentro de caixão de madeira. Sem saber o que aconteceu e o porquê de estar ali, ele tem em suas mãos apenas um telefone celular e um isqueiro. Começa então uma tensa corrida contra o tempo e a falta de ar. A pressão aumenta ainda mais quando os sequestradores exigem um resgate milionário para libertá-lo e um vídeo com suas imagens vai parar no YouTube. 
Nível Claustrofóbico - 10Quando resolvi assistir a esse filme, pensei ser impossível segurar quase 2 horas de filme com um único personagem dentro de um caixão, mas Ryan Reynolds dá conta do recado. Teve horas em que eu segurei a respiração de tão nervosa que eu fiquei. 
4) DEMÔNIO
Breve Sinopse: Cinco  pessoas que nunca se viram ficam presas num elevador de um arranha céu comercial. Enquanto rumavam para seus respectivos andares, algo acontece e ele para no meio do caminho. E o que para muitos já seria motivo de tensão, piora ainda mais porque estranhos e violentos acontecimentos começam a surgir dentro do pequeno espaço. Alguém ali dentro não é quem aparenta ser. O medo e a maldade tomam conta do local e do lado de fora, ninguém conseguie arranjar um jeito de ajudá-los.  
Nível Claustrofóbico: 4. Pra ser sincera, o filme é bem lento, demora para começar. Mas como ele se passa inteiramente dentro de um elevador, resolvi colocar na lista. Não afetou muito minha claustrofobia.
5) CAMISA DE FORÇA
Breve Sinopse: Jack Starks (Adrien Brody) é um veterano da Guerra do Golfo que retorna à sua cidade natal, após se recuperar de ter recebido um tiro na cabeça. Jack sofre atualmente de amnésia, sendo que após ser acusado de ter assassinado um policial é recolhido a um hospital psiquiátrico. Lá o dr. Thomas Becker (Kris Kristofferson) faz com que Jack tenha drogas experimentais injetadas em seu corpo, como parte de testes para um novo tipo de tratamento. Imobilizado em uma camisa de força, Jack constantemente é trancado por um longo tempo em uma gaveta de cadáveres, no necrotério da clínica em que está. Completamente drogado, a mente de Jack consegue se projetar para o futuro, no qual conhece Jackie Price (Keira Knightley) e descobre que ele próprio irá morrer daqui a 4 dias.  
Nível Claustrofóbico: 2. Não me deixou com falta de ar, mas o filme é muito bom, vale a pena conferir. 
Postado por Renata A às 15:57 4 comentários
6 de junho de 2012

5 filmes claustrofóbicos

1) O SANTUÁRIO Breve sinopse:  O experiente mergulhador Frank McGuire (Richard Roxburgh) já tinha explorado as cavernas do South Pacific Esa...
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1 de maio de 2012

Crítica: Os Vingadores (The Avengers)


Os Vingadores (The Avengers, no original) foi um dos filmes mais esperados desse ano (se não o mais!) e apesar de toda a expectativa, estava meio desanimada em ver. Explico! Os últimos filmes da Marvel - Thor e Capitão América - foram dois fiascos, receberam muitas críticas do público e da própria mídia especializada. 
Quando vi o trailer de The Avengers pela primeira vez, pensei: - Vai ser outro filme fraco da Marvel.... Ledo engano!

O filme já começa com cenas de ação, quando Loki aparece e se apodera da Tessecrat, um pedra radiotiva que, nas mãos erradas, possui poderes terríveis. Diante de uma potencial crise mundial, Nick Fury (Samuel L. Jackson) pede permissão para retomar uma ideia antiga: reunir um grupo de super-heróis que se chamariam Os Vingadores. Fury então  monta sua equipe de ataque com: Dr. Banner (Hulk), Homem de Ferro, Capitão América, Viúva Negra e Thor. 

O meu receio inicial era exatamente a junção de grandes astros em um filme só. Geralmente, quando Hollywood decide fazer isso, o filme fica superficial, pois há um excesso de egos brigando em um só espaço. Mas dessa vez, o diretor usou essa possível "falha" de uma forma positiva, a guerra de egos acontece, mas com os super-heróis. Há uma enorme tensão e discordância entre todos eles, o que nos traz piadas bem pontuadas, sacadas inteligentes e rápidas e um roteiro interessante.



Apesar de ter visto muitas resenhas falando que o filme deu espaços iguais para todos os heróis, não achei isso. Na verdade, acredito que Hulk (Mark Rufallo) e o Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) roubaram a cena várias vezes. Inclusive, gostaria de salientar a ótima interpretação de Mark Rufallo que, na minha opinião, foi a grande zebra desse filme. O ator, que é conhecido por fazer filmes água com açúcar, se saiu muito bem como o grande mostro verde.

Ênfase e palmas de pé para a atuação de Tom Hiddleston, que deu um verdadeiro banho de interpretação como o vilão Loki, que  nos mostra como deve ser realmente um vilão: mau e inescrupuloso.

Conclusão: O filme ganha 5 estrelinhas, na minha opinião. Bom roteiro, ótimas atuações, efeitos excelentes e diálogos rápidos e engraçados. Vale a pena!




Postado por Renata A às 10:00 7 comentários
1 de maio de 2012

Crítica: Os Vingadores (The Avengers)

Os Vingadores ( The Avengers, no original ) foi um dos filmes mais esperados desse ano (se não o mais!) e apesar de toda a expectativa, es...
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26 de fevereiro de 2012

Looks: Oscar 2012

O Oscar ainda está rolando por aqui, mas as celebridades já passaram pelo red carpet e tiraram fotos com seus looks. Acho que esse ano as atrizes acertaram em cheio nas escolhas. Escolhi as minhas preferidas para postar aqui!


Milla Jovovitc com um vestido Elie Saab e a querida Sandra Bullock com um Marchesa belíssimo.




J.Lo, a cara da riqueza com um Zuhair Murad lindíssimo e Meryl Streep diva demais com esse Lanvin.


Um dos modelos mais bonitos da noite. Angelina Jolie com um Versace escândalo! 


Gwyneth Paltrow foi eleita por mim a mais chique com esse vestido Tom Ford. Simples e absurdamente bonito.









Postado por Renata A às 20:16 0 comentários
26 de fevereiro de 2012

Looks: Oscar 2012

O Oscar ainda está rolando por aqui, mas as celebridades já passaram pelo red carpet e tiraram fotos com seus looks. Acho que esse ano as at...
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14 de dezembro de 2011

Crítica: Minha vida sem mim

Confesso que ainda estou tentando me recuperar depois que assisti ao filme “Minha vida sem mim”, que me foi indicado pelo ótimo blog EiSarah!



“Minha vida sem mim” é narrado por Ann (Sarah Polley), uma jovem de apenas 23 anos que perdeu sua juventude e sonhos após engravidar aos 17 anos. Vivendo em um trailer no quintal da sua mãe com seu marido Don e suas duas filhas, ela leva uma vida humilde, mas – na medida do possível – aparentemente feliz.  Apesar da pobreza e das dificuldades, Ann e Don ainda se amam e tentam fazer o melhor para as filhas.

No entanto, após um desmaio, Ann é levada ao médico e descobre que um câncer em estado irreversível tomou conta dos seus dois ovários, estômago e fígado. Contudo, sua juventude também é o motivo da sua condenação, já que, segundo o médico, o fato de suas células serem muitos jovens impede que o câncer pare de se espalhar. Por esse motivo, ela só tem mais dois meses de vida.

Com seu tempo contado, Ann faz uma lista com dez coisas para fazer antes de morrer, dentre elas: gravar uma mensagem para cada uma das filhas até que elas façam 18 anos, colocar unhas postiças, fazer amor com outro homem para ver como é e fazer alguém se apaixonar por ela.



A protagonista da história resolve não contar a ninguém sobre a sua doença e entrega as fitas ao médico para que ele possa entregar às filhas após a sua morte. Ela passa então a refletir na sua vida, anda pelas ruas à noite “olhando nas vitrines tudo o que ela quis comprar e não poderá mais”. E é numa dessas “andanças” reflexivas pela cidade que ela conhece Lee (Mark Rufallo), um homem solitário que se encanta à primeira vista pela beleza e fragilidade de Ann. Eles então passam a ter um romance, o que na minha opinião, é um dos grandes momentos do filme, pois há uma química enorme entre os atores, além de deixar claro que os dois se apaixonam durante esse pequeno espaço de tempo.





O filme nos traz um mar de reflexões e acho – sinceramente – que é impossível assistir e se sentir indiferente. O roteiro nos faz pensar em nós mesmos diante de uma situação como essa. O que faríamos se tivéssemos tão pouco tempo de vida? Para quem diríamos “Eu te amo”? Nos braços de quem afugentaríamos a dor e o medo? Resumidamente, como seria imaginar nossa vida sem nós mesmos nela? “Minha vida sem mim” é um filme sublime na sua essência, de uma singeleza como não vejo há muito tempo.  Um soco no estômago com luva de pelica!



Recomendadíssimo e vale cada uma das cinco estrelinhas!


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14 de dezembro de 2011

Crítica: Minha vida sem mim

Confesso que ainda estou tentando me recuperar depois que assisti ao filme “Minha vida sem mim”, que me foi indicado pelo ótimo blog EiSarah...
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1 de outubro de 2011

Lixo Extraordinário


Ando assistindo a bastantes documentários, pois gosto de sair um pouco da ficção para ver a realidade crua e simples que um documentário pode me trazer. Recentemente assisti a Lixo Extraordinário, um documentário sensacional que ganhou (dentre outros) o prêmio Sundance como melhor documentário internacional em 2010, além de ter sido candidato ao Oscar de 2011 (perdendo para "Inside Job").

Lixo Extraordinário narra a trajetória do artista plástico brasileiro Vik Muniz quando este decide fazer seu próximo trabalho em um dos maiores aterros sanitários do mundo: Jardim Gramacho. Sua ideia consiste em criar pinturas com materiais recicláveis em cima de fotografias de personagens que ele encontra por lá. No decorrer da história, vamos conhecendo algumas das pessoas que trabalham nesse lixão, chamados de catadores de lixo (ou catadores de materiais recicláveis, como eles preferem ser chamados).
Conhecemos então Tião, Zumbi, Suelem, Isis, Magna e Irmã. Personagens interessantes e complexos, com bonitas histórias para contar.



Muitos questionaram sobre lixo extraordinário ser apenas uma divulgação do trabalho de Vik Muniz e eu discordo. Ele realmente trata sim do maravilhoso trabalho desse artista brasileiro que ganhou status internacional, mas trata também de uma questão social muito interessante. Vemos, através dos personagens retratados, pessoas que lutam por uma vida melhor ou apenas pela própria sobrevivência, pessoas que são discriminadas por trabalharem nos lixões, mas que encontram em Jardim Gramacho o seu único ganha pão.

É muito interessante assistir ao desenvolvimento dos personagens, que ao se verem diante da possibilidade de uma vida melhor - coisa que antes parecia-lhes impossível, modificam sua maneira de agir perante o mundo. Vik Muniz, ao contrário de muitos outros, preocupou-se com a questão do direito de imagem atribuídos aos personagens de seu trabalho, trazendo à tona uma questão ética importante: Até que ponto podemos usar a imagem das pessoas sem que estes se beneficiem?

Quem gosta de documentários e quem gosta de histórias de vida emocionantes, vale à pena ver Lixo Extraordinário. Uma lição de vida e de reflexão, pois ao nos depararmos com tamanha miséria, com tamanha distinção de classes e de poderes aquisitivos, olhamos para dentro de nós mesmos, em busca de nossas próprias conclusões.

Para quem se interessou em assistir ao documentário, segue abaixo um vídeo do Youtube que possui o documentário completo.


Postado por Renata A às 13:36 6 comentários
1 de outubro de 2011

Lixo Extraordinário

Ando assistindo a bastantes documentários, pois gosto de sair um pouco da ficção para ver a realidade crua e simples que um documentário po...
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16 de setembro de 2011

Quando um homem ama uma mulher

Sei que parece egoísta (e realmente é), mas qual mulher não deseja um homem que vá até as últimas consequências por ela? Somos tão inseguras que por mais que saibamos que um homem nos ama, só temos certeza disso quando esse sentimento é posto aos extremos.

Já tinha assistindo "Quando um homem ama uma mulher" quando tinha uns 13 anos e lembro o quanto fiquei apaixonada pela história e pelo papel do Michael Green (Andy Garcia). Resolvi assistí-lo novamente dez anos depois e fiquei tão emocionada quanto a primeira vez.

O filme conta a história de um casal apaixonado e feliz, onde tudo parecia perfeito. Os dois tinham bons empregos, tinham duas lindas filhas e se amavam, mas o lar começa a se desestruturar quando Alice Green (Meg Ryan) começa a exagerar nas bebedeiras, até que seu vício pelo álcool se torna insustentável.

É engraçado perceber como o vício é cruel, pois Michael já se casa com sua bela esposa... alcoólatra, mas não percebe isso. Os porres às noites e as ressacas matinais pareciam fazer parte de um divertimento para ambos, mas o vício já estava ali há anos como um monstro sendo alimentado dia após dia prestes a explodir a qualquer momento.

O ápice do alcoolismo de Alice Green se dá quando ela chega em casa completamente bêbada e sua filha de oito anos a flagra bebendo uma garrafa de vodka no gargalo. A mãe, transtornada pelo álcool, estapeia o rosto de Jess, que vai para o quarto desconsolada. Minutos depois, a menina escuta o som de vidro se espatifando e ao correr para ver o que aconteceu, se depara com sua mãe nua, caída por cima dos vidros quebrados do boxe. Ela então liga para o pai que estava viajando (ele é piloto) e diz equivocadamente que a mãe está morta.

Alice então vai para uma clínica de reabilitação enquanto o marido se desdobra para cuidar das duas meninas na ausência dela. Quando enfim volta, torna-se uma mulher deprimida e amarga e passa a se vitimar e culpar o marido pela sua tristeza. Após uma violenta briga, os dois se separam.


Confesso que senti raiva de Alice por estar sendo tão egoísta enquanto o marido tentava ajudá-la a todo instante. Mas entendemos sua atitude quando ela diz: "Era mais divertido quando eu ficava de porre, desmaiava e você juntava os pedaços, não era?". Alice agia como um animal acuado que ataca por medo, ela temia perder o amor do marido por não ser mais divertida, pois ela se achava melhor quando estava "alta".

"Quando um homem ama uma mulher" é uma linda história de amor com um final feliz, mas também com todos os obstáculos, sonhos desfeitos e corações quebrados que qualquer relação possui. No meu crivo, ganha cinco estrelinhas com louvor.
Postado por Renata A às 13:41 9 comentários
16 de setembro de 2011

Quando um homem ama uma mulher

Sei que parece egoísta (e realmente é), mas qual mulher não deseja um homem que vá até as últimas consequências por ela? Somos tão insegu...
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31 de agosto de 2011

Professora sem classe

Recentemente vi dois filmes que estão em cartaz no cinema de uma talagada só. O primeiro foi no final de semana e o segundo em uma segunda-feira. Nesse post vou falar sobre o filme Professora sem classe, estrelado por Cameron Diaz.

PROFESSORA SEM CLASSE (Bad Teacher)

Fui assistir ao filme Professora sem classe porque todas as sessões do horário em que eu estava no shopping estavam lotadas, então fui no "não tem tu, vai tu mesmo".

O filme conta a história de Elizabeth Halsey, uma professora com péssima conduta que não está nem aí para nada, seu único objetivo na vida é agarrar um homem rico para que ela possa parar de trabalhar e para isso ela se dedica ao plano de juntar dinheiro (das piores formas possíveis, inclusive roubando dinheiro dos próprios alunos) para colocar silicone nos seios.

Não sei se estou ficando velha e ranzinza, mas achei a atuação de quase todo o elenco extremamente fraca, além de que acho que o roteiro poderia ser melhor utilizado. Cameron Diaz convence no papel de bad girl/bad teacher, mas estou acostumada com filmes em que os professores dão uma reviravolta na turma e ganham louros por isso, mas nesse longa quem definitivamente vence é o mal.



No decorrer da trama, Elizabeth quer conquistar Scott Delacorte (Justin Timberlake), o mais novo professor da escola, pois descobre que ele é rico. Em contrapartida, a personagem politicamente incorreta rivaliza o amor do ricaço com a enjoada professora Amy, interpretada pela atriz Lucy Punch, que quer desmascarar Elizabeth a qualquer custo diante do diretor da escola.

Justin Timberlake está deprimente no papel do professor e o humor barato e mal colocado ainda pontuam a produção que leva apenas duas estrelinhas por mim (com muita generosidade).
Postado por Renata A às 22:35 7 comentários
31 de agosto de 2011

Professora sem classe

Recentemente vi dois filmes que estão em cartaz no cinema de uma talagada só. O primeiro foi no final de semana e o segundo em uma segunda-f...
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27 de agosto de 2011

Crítica: Amor por contrato

Quando li a sinopse de "The Joneses" (ou "Amor por contrato", título em português) pensei em se tratar de mais uma comédia romântica dentre tantas outras, mas eu estava enganada.
O filme conta a história de uma falsa família que usa a aparência bem sucedida e perfeita para incitar seus vizinhos a comprarem os produtos que ostentam, mas a família - que na verdade são profissionais de uma empresa de vendas - usam suas técnicas de "marketing oculto" para vender seu estilo de vida a toda vizinhança.

No entanto as coisas não saem como planejado e Kate Jones (Demi Moore), que é a líder da célula, precisa por ordem na equipe problemática enquanto tenta lidar com o sentimento que desperta no falso marido (David Duchovny).

Eu li muitas críticas excelentes em relação a esse filme, mas confesso que não compartilhei da mesma opinião. Apesar do tema central ser criativo e até polêmico, achei que o roteiro se perde em uma narrativa lenta e o romance insosso comprova que não houve muita química entre o Sr. e a Sra. Jones.

Na minha opinião a parte alta do filme é ironicamente a cena mais triste, que é quando um dos vizinhos é encontrado pela sua esposa afogado na piscina, enquanto estava amarrado ao seu mais moderno cortador de gramas. A cena forte traz à baila uma reflexão interessante, já que o vizinho se mata após inúmeras dívidas contraídas para tentar alcançar o padrão de vinda dos Jones, que na verdade nem família eram.

Há uma frase conhecida que diz mais ou menos assim: "Passamos a vida inteira comprando coisas para agradar pessoas que nem gostamos", e é esse espírito que o final do filme retrata. Até que ponto as pessoas vão com seu consumismo desenfreado, muitas vezes norteada pela inveja? Por que buscamos a felicidade em bens materiais se sabemos que não são essas coisas que vão nos trazer paz de espírito?

Infelizmente o assunto poderia ser melhor utilizado no filme, pois o roteiro fraco não o sustenta. Por esse motivo, só ganha duas estrelinhas na minha opinião.




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27 de agosto de 2011

Crítica: Amor por contrato

Quando li a sinopse de "The Joneses" (ou "Amor por contrato", título em português) pensei em se tratar de mais uma co...
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11 de julho de 2011

Crítica: Namorados para sempre

Sinopse: "Blue Valentine" (ou Namorados para Sempre, título em português) conta a história de Cindy (Michelle Willians) e Dean ( Ryan Gosling), um casal que enfrenta uma crise conjugal causada pelo tempo e pela rotina.


Não espere um romance comum, com happy ends hollywoodianos ao escolher "Namorados para sempre" na imensa prateleira dos blockbusters da locadora, pois você pode se decepcionar.
O roteiro trata da história de um jovem casal que tenta enfrentar um casamento envenenado pela rotina, pela falta de dinheiro e pela rejeição. Mas quanto um amor pode suportar enquanto é ruído pelas traças do tempo?

A história é toda contada através de frames do presente e do passado, onde o espectador pode perceber com sensibilidade o amor sendo construído e destruído ao mesmo tempo. O início sendo levado em direção ao precipício.

Com uma direção incrivelmente sincera de Derek Cianfrance e com atuações estupendas de Michelle Willians (O Segredo de Brokeback Mountain) e Ryan Goslling (O Diário de uma Paixão) - que renderam a ambos indicações ao Globo de Ouro -, "Blue Valentine" é um filme doloroso na sua essência e - na minha humilde opinião - tendecioso para que odiemos Cindy e sintamos pena de Dean.


Clique nas fotos para ampliar.


É impossível não terminar a história com um gosto amargo na boca, aquele gosto de que sabemos que muitas das vezes a realidade é exatamente assim: amarga. Mas sem dúvidas recomendo o filme a todos, pois além de ótimas atuações e um roteiro bem escrito, "Namorados para sempre" não deixa de ser uma bonita história de amor.
Postado por Renata A às 13:26 5 comentários
11 de julho de 2011

Crítica: Namorados para sempre

Sinopse: "Blue Valentine" (ou Namorados para Sempre , título em português) conta a história de Cindy (Michelle Willians) e Dean ( ...
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7 de julho de 2011

Anne Hathaway na Harper's Bazaar


Anne Hathaway é, sem dúvidas, uma das celebridades mais cotadas de Hollywood atualmente. Não é à toa que a atriz vem emendando um filme atrás do outro e volta e meia aparece como capa de alguma revista famosa. No mês de agosto será a vez da Harper's Bazaar apostar na beleza da nova ioquirna de vinte e oito anos.
As fotos foram tiradas em Londres enquanto ela promovia seu novo filme "One Day" (Um dia), que narra a história de amor entre Emma e Dexter durante vinte anos. O filme, estréia dia 19 de agosto nos EUA, é baseado no livro homônimo do autor David Nicholls (que inclusive estou lendo e farei resenha em breve).

Anne Hathayway está lindíssima no ensaio. Confere só:
Clique nas fotos para ver em tamanho real.

Postado por Renata A às 21:22 2 comentários
7 de julho de 2011

Anne Hathaway na Harper's Bazaar

Anne Hathaway é, sem dúvidas, uma das celebridades mais cotadas de Hollywood atualmente. Não é à toa que a atriz vem emendando um filme atr...
Postado por Renata A às 21:22 2 comentários