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3 de julho de 2012

Crítica: Prometheus



Prometheus, na mitologia grega, era um Titã ao qual, juntamente com seu irmão, foi incumbido da tarefa de criar os animais e os homens. Após a criação dos homens através do barro, Prometheus roubou o fogo dos deuses para dar aos humanos e, por isso, foi severamente punido por Zeus, que o deixou acorrentado em um monte, onde uma águia comia seu fígado todos dias.

O filme, que recebe o mesmo nome  do Titã que deu vida aos seres humanos, narra a história de uma odisseia galáctica, na qual um grupo de cientistas vai em busca de um determinado lugar que teria sido o começo de tudo, onde “os engenheiros” (como eles chamam os possíveis criadores) teriam dado vida à humanidade. Na expedição, temos um grupo bastante diversificado, como a líder Meredith Vickers (Charlize Theron), o robô David (Michael Fassbender), a bióloga Elizabeth Shaw (Noomi Rapace), dentre outros.

Observando o panorama geral, o filme não é ruim, mas não cumpre o que promete. Os efeitos são, em sua maioria, interessantes, mas não passam disso. A maquiagem usada para envelhecer o ator Guy Pierce é sofrível, o que me fez perguntar: Por que não colocaram uma ator mais velho?

Os personagens não são bem delineados, nenhum deles me causou empatia alguma, muito pelo contrário. Durante todo o filme eu estava indiferente se alguém iria morrer ou não, o que é algo bem incomum, já que o mínimo de carisma já faz com que eu torça pelo personagem.


Outra falha grande se perfaz no roteiro. A história demora a começar, o filme só engata mesmo após quase uma hora. O “papo cabeça” deveria ser interessante, mas não convence e muitas perguntas ficaram sem nenhuma resposta, o que imagino ter sido proposital para a criação de um segundo filme.

O único ponto interessante é a idéia de “origem do Alien” que Ridley Scott tentou retomar, o que faz com que os saudosistas da franquia fiquem com vontade de saber o que está por vir. No entanto, se compararmos a seqüência de Alien com Prometheus, percebemos claramente que, nesse último, Ridley Scott enfeitou demais o pavão e, por isso, acabou pecando pelo seu próprio exagero.

O  filme não é dos piores, tem sim seus pontos altos (nem que seja nos seus 30 minutos finais), mas faltou o que é essencial à própria essência humana, tão discutido no filme, faltou-lhe alma. Por isso, ganha três estrelinhas.


Postado por Renata A às 04:55 4 comentários
3 de julho de 2012

Crítica: Prometheus

Prometheus, na mitologia grega, era um Titã ao qual, juntamente com seu irmão, foi incumbido da tarefa de criar os animais e os homens. Ap...
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21 de junho de 2012

Crítica: Gone (12 horas)


Jill (Amanda Seyfried) é uma jovem que alega ter sido vítima de um sequestro, quando um homem a levou de sua própria casa à noite e a jogou em um buraco escondido no meio da floresta. Sobrevivente desta terrível violência, Jill é atormentada pelas suas próprias memórias e pelo fato que ninguém, nem mesmo a polícia, acredita que isso realmente aconteceu.

Após passar por clínicas psiquiátricas com depressão e tendências suicidas, Jill se muda para um bairro distante onde divide a casa com sua com sua irmã, Molly. Seis meses após o ocorrido, Jill chega em casa e não encontra sua irmã. Após verificar que o pijama que Molly usava  não estava na casa e que um dos brincos delas estava caído no chão, ela começa a imaginar que o criminoso voltou para pegá-la, mas acabou sequestrando sua irmã.

Ignorada pelo detetive local, Jill passa a investigar o caso sozinha e começa a seguir os passos do criminoso, com toda a polícia atrás dela.

O filme tem, sem dúvida, uma história interessante. Seu roteiro daria um espetacular filme de suspense, mas passou muito longe disso. É bem verdade que queremos chegar até o final para saber se toda a história do seqüestro realmente aconteceu ou se é apenas fruto da cabeça de Jill. Porém, esse é o único ponto forte de toda a história, esse jogo entre realidade e ilusão é o que nos prende até o fim.

Amanda Seyfried , muito conhecida por filmes românticos, não é uma atriz sensacional e ainda não convence em Gone. Sua atuação foi um tanto quanto engessada, presa aos moldes de um roteiro ou de uma direção fechada. O restante do elenco, infelizmente, segue os mesmos padrões.


O roteiro também parece ser bem desconexo, algumas peças não se encaixam e muitos detalhes que poderiam passar riqueza para o filme deixam de ser aprofundados. Outra coisa que me irritou bastante foi o desenvolvimento do personagem Quinn, o novo investigador que parece se interessar pela história de Jill. Até a metade do filme, dá a entender que o investigador irá ajudá-la, mas isso não acontece e o personagem simplesmente fica apagado, praticamente some da história, como se tivessem trocado o rascunho do roteiro e esquecido no fundo de uma gaveta qualquer.

Como suspense, o filme prende. Mas como um bom filme, ele não cumpre o seu papel. Desta vez, só vou dar duas estrelinhas.


Postado por Renata A às 14:07 2 comentários
21 de junho de 2012

Crítica: Gone (12 horas)

Jill (Amanda Seyfried) é uma jovem que alega ter sido vítima de um sequestro, quando um homem a levou de sua própria casa à noite e a jogo...
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6 de junho de 2012

5 filmes claustrofóbicos

1) O SANTUÁRIO
Breve sinopse: O experiente mergulhador Frank McGuire (Richard Roxburgh) já tinha explorado as cavernas do South Pacific Esa anteriormente, mas uma tempestade tropical forçou que ele e sua equipe, que inclui seu filho Josh (Rhys Wakefield) e o economista Carl (Ioan Gruffudd), alterasse a rota de saída em direção ao mar, fazendo com que eles fossem mais fundo por dentro de um labirinto de cavernas subaquáticas para sobreviver. Mas eles não têm muito tempo e a dúvida é saber se conseguirão sobreviver para contar esta história.
Nível claustrofóbico: 9. Assisti a esse filme em 3D no cinema. Não sei se foi por esse motivo, mas sai de lá com falta de ar e com as pernas meio bambas. A maior parte do filme se passa embaixo d'água e, digamos, que não nas melhores condições. 
2) ABISMO DO MEDO
Breve Sinopse: Um ano após um trágico acidente, algumas amigas vão explorar uma caverna. Uma delas, Juno (Natalie Jackson Mendoza), sem avisar as outras, as levou para uma caverna que nenhuma pessoa tinha explorado. Logo elas descobrem que talvez alguém tenha entrado ali, mas nunca saído vivo. Um acidente faz com que uma rocha se desprenda e as amigas fiquem presas na caverna. Com a saída bloqueada, elas passam a explorar o local, buscando outro meio de sair. Porém elas passam a ser perseguidas por estranhas criaturas, que se escondem na escuridão da caverna.
Nível Claustrofóbico: 8Não achei tão claustrofóbico assim, mas como todo o filme se passa dentro de uma caverna escura, dá uma certa agonia. A história em si é interessante, o filme vai além da ação/suspense, tem um pouco de drama. Vale a pena ver! 
3) ENTERRADO VIVO
Breve Sinopse: Paul Conroy (Ryan Reynolds) é um americano que trabalha como motorista de caminhão no Iraque. Ele acorda, sem saber como, enterrado vivo dentro de caixão de madeira. Sem saber o que aconteceu e o porquê de estar ali, ele tem em suas mãos apenas um telefone celular e um isqueiro. Começa então uma tensa corrida contra o tempo e a falta de ar. A pressão aumenta ainda mais quando os sequestradores exigem um resgate milionário para libertá-lo e um vídeo com suas imagens vai parar no YouTube. 
Nível Claustrofóbico - 10Quando resolvi assistir a esse filme, pensei ser impossível segurar quase 2 horas de filme com um único personagem dentro de um caixão, mas Ryan Reynolds dá conta do recado. Teve horas em que eu segurei a respiração de tão nervosa que eu fiquei. 
4) DEMÔNIO
Breve Sinopse: Cinco  pessoas que nunca se viram ficam presas num elevador de um arranha céu comercial. Enquanto rumavam para seus respectivos andares, algo acontece e ele para no meio do caminho. E o que para muitos já seria motivo de tensão, piora ainda mais porque estranhos e violentos acontecimentos começam a surgir dentro do pequeno espaço. Alguém ali dentro não é quem aparenta ser. O medo e a maldade tomam conta do local e do lado de fora, ninguém conseguie arranjar um jeito de ajudá-los.  
Nível Claustrofóbico: 4. Pra ser sincera, o filme é bem lento, demora para começar. Mas como ele se passa inteiramente dentro de um elevador, resolvi colocar na lista. Não afetou muito minha claustrofobia.
5) CAMISA DE FORÇA
Breve Sinopse: Jack Starks (Adrien Brody) é um veterano da Guerra do Golfo que retorna à sua cidade natal, após se recuperar de ter recebido um tiro na cabeça. Jack sofre atualmente de amnésia, sendo que após ser acusado de ter assassinado um policial é recolhido a um hospital psiquiátrico. Lá o dr. Thomas Becker (Kris Kristofferson) faz com que Jack tenha drogas experimentais injetadas em seu corpo, como parte de testes para um novo tipo de tratamento. Imobilizado em uma camisa de força, Jack constantemente é trancado por um longo tempo em uma gaveta de cadáveres, no necrotério da clínica em que está. Completamente drogado, a mente de Jack consegue se projetar para o futuro, no qual conhece Jackie Price (Keira Knightley) e descobre que ele próprio irá morrer daqui a 4 dias.  
Nível Claustrofóbico: 2. Não me deixou com falta de ar, mas o filme é muito bom, vale a pena conferir. 
Postado por Renata A às 15:57 4 comentários
6 de junho de 2012

5 filmes claustrofóbicos

1) O SANTUÁRIO Breve sinopse:  O experiente mergulhador Frank McGuire (Richard Roxburgh) já tinha explorado as cavernas do South Pacific Esa...
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1 de maio de 2012

Crítica: Os Vingadores (The Avengers)


Os Vingadores (The Avengers, no original) foi um dos filmes mais esperados desse ano (se não o mais!) e apesar de toda a expectativa, estava meio desanimada em ver. Explico! Os últimos filmes da Marvel - Thor e Capitão América - foram dois fiascos, receberam muitas críticas do público e da própria mídia especializada. 
Quando vi o trailer de The Avengers pela primeira vez, pensei: - Vai ser outro filme fraco da Marvel.... Ledo engano!

O filme já começa com cenas de ação, quando Loki aparece e se apodera da Tessecrat, um pedra radiotiva que, nas mãos erradas, possui poderes terríveis. Diante de uma potencial crise mundial, Nick Fury (Samuel L. Jackson) pede permissão para retomar uma ideia antiga: reunir um grupo de super-heróis que se chamariam Os Vingadores. Fury então  monta sua equipe de ataque com: Dr. Banner (Hulk), Homem de Ferro, Capitão América, Viúva Negra e Thor. 

O meu receio inicial era exatamente a junção de grandes astros em um filme só. Geralmente, quando Hollywood decide fazer isso, o filme fica superficial, pois há um excesso de egos brigando em um só espaço. Mas dessa vez, o diretor usou essa possível "falha" de uma forma positiva, a guerra de egos acontece, mas com os super-heróis. Há uma enorme tensão e discordância entre todos eles, o que nos traz piadas bem pontuadas, sacadas inteligentes e rápidas e um roteiro interessante.



Apesar de ter visto muitas resenhas falando que o filme deu espaços iguais para todos os heróis, não achei isso. Na verdade, acredito que Hulk (Mark Rufallo) e o Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) roubaram a cena várias vezes. Inclusive, gostaria de salientar a ótima interpretação de Mark Rufallo que, na minha opinião, foi a grande zebra desse filme. O ator, que é conhecido por fazer filmes água com açúcar, se saiu muito bem como o grande mostro verde.

Ênfase e palmas de pé para a atuação de Tom Hiddleston, que deu um verdadeiro banho de interpretação como o vilão Loki, que  nos mostra como deve ser realmente um vilão: mau e inescrupuloso.

Conclusão: O filme ganha 5 estrelinhas, na minha opinião. Bom roteiro, ótimas atuações, efeitos excelentes e diálogos rápidos e engraçados. Vale a pena!




Postado por Renata A às 10:00 7 comentários
1 de maio de 2012

Crítica: Os Vingadores (The Avengers)

Os Vingadores ( The Avengers, no original ) foi um dos filmes mais esperados desse ano (se não o mais!) e apesar de toda a expectativa, es...
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6 de março de 2012

Resenha: Jogos Vorazes


Confesso que não estava dando muito bola para Jogos Vorazes, mas estava com vontade de ler, tamanha foi a repercussão que ele causou. Apesar de fazer algumas resenhas literárias aqui no blog, não sou muito de ler resenhas sobre livros em blogs, pois geralmente tem spoillers e eu me incomodo. Mas dos blogs amigos eu sempre leio e foi através do blog Ei Sarah que eu comecei a ficar realmente curiosa sobre a saga. Bom, livro em mãos, vamos a minha opinião.

Comecei a ler o livro sem muita expectativa, mas só consegui largar depois a última página chegou ao fim. A história é de tirar o fôlego e fazia muito tempo que eu não ficava tão vidrada em uma história dessa forma. "Jogos Vorazes" narra uma distopia, ou seja, uma sociedade totalmente diferente da nossa, um futuro bem distinto da utopia que sonhamos. O cenário é Panem, um lugar que  antes teria sido a América do Norte, mas que hoje se divide em 12 distritos. Cada distrito possui uma característica própria e quanto maior o número, mais pobre é. A nossa personagem principal, Katniss Everdeen, é uma menina que mora na costura (parte ainda mais pobre) do Distrito 12. Ela vive com sua mãe e sua irmã e foi obrigada a ser a chefe da família depois que seu pai morreu em uma mina de carvão, já que a mãe entrou estado de letargia. Katniss começa então a caçar escondido na floresta e vender suas caças no prego (uma espécie de mercado negro) para que ela e sua família não morresse de fome.

Todo ano, a Capital anuncia os Jogos Vorazes, um evento onde um casal de cada distrito é sorteado para lutarem até a morte, restando apenas um vencedor. O sorteio é feito da seguinte forma: as crianças que completam 12 anos tem seu nome incluso uma vez no sorteio e a cada ano é adicionado mais uma vez o nome cumulativamente. As crianças que pagam tésseras (um punhado de grãos e óleo) tem seus nomes inclusos mais uma vez. Por isso, na 74ª edição dos Jogos Vorazes, Katniss, com apenas 16 anos, terá o seu nome posto 20 vezes no sorteio enquanto seu melhor amigo, Gale, terá 42. Não vou dar mais detalhes sobre o livro, para não tirar a surpresa de quem ainda não leu, ok?

Impossível ler esse livro e não pensar na lavagem cerebral que esses reality shows fazem na nossa cabeça. Eu não assisto Big Brother exatamente por isso. Acho que, exageros a parte, Big Brother é um pouco de Hunger Games em menor escala. As pessoas que ficam ali assistindo os participantes lutarem por dinheiro, passar por cima dos seus valores morais, serem roteirizados para fazer determinadas coisas e ter a edição manipulada de acordo com o bem querer da emissora... Isso não é nada mais do que uma versão um pouco mais tecnológica e menos sangrenta do chamado Circo Romano, quando as pessoas assistiam às lutas dos gladiadores e dos cristãos sendo jogados aos leões. 

Devaneios à parte, trata-se de um livro juvenil, possui uma linguagem mais acessível, porém é  uma história inteligente, uma narração muito mais interessante do que Crepúsculo e Cidade de Vidro, por exemplo. Além de bastante ação, temos romance e o início de um triângulo amoroso (como é de praxe em toda história adolescente).

Minha única reclamação fica por conta do pouco recurso descritivo utilizado, principalmente em relação aos personagens, mas como se trata de ação, acho que foi proposital, afinal não podíamos nos apegar aos personagens da arena, né? E também de algumas falhas dentro da história, que não posso citar aqui, pois seria spoiller. Mas de forma geral, o livro ganha 5 estrelinhas e está recomendadíssimo!
"E que a sorte esteja sempre a seu favor " ;)




O filme está com estréia prevista para o dia 23 de março e estou  ansiosíssima, contando os dias! Mas achei algumas fotos interessantes pela internet que já matou um tiquinho a minha curiosidade. Confesso que detestei a escolha do ator que vai fazer o Peeta, poderiam ter escolhido um ator mais bonitinho, né? Pelo menos eu imaginei o personagem mais bonito, mas como os filmes baseados em livro nunca ficam a gosto do freguês....

Katniss Everdeen com seu arco e flecha.

Parte dos tributos. Arrisco-me a dizer que a ruiva de vestido é a Cara de Raposa, o rapaz ao lado dela é o Thresh, os dois seguintes são Clove e Cato e a morena pequenininha é a querida Rue. Será?

Katniss, Peeta e Gale.

O trailer do filme:

Postado por Renata A às 07:30 12 comentários
6 de março de 2012

Resenha: Jogos Vorazes

Confesso que não estava dando muito bola para Jogos Vorazes , mas estava com vontade de ler, tamanha foi a repercussão que ele causou. Apes...
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14 de dezembro de 2011

Crítica: Minha vida sem mim

Confesso que ainda estou tentando me recuperar depois que assisti ao filme “Minha vida sem mim”, que me foi indicado pelo ótimo blog EiSarah!



“Minha vida sem mim” é narrado por Ann (Sarah Polley), uma jovem de apenas 23 anos que perdeu sua juventude e sonhos após engravidar aos 17 anos. Vivendo em um trailer no quintal da sua mãe com seu marido Don e suas duas filhas, ela leva uma vida humilde, mas – na medida do possível – aparentemente feliz.  Apesar da pobreza e das dificuldades, Ann e Don ainda se amam e tentam fazer o melhor para as filhas.

No entanto, após um desmaio, Ann é levada ao médico e descobre que um câncer em estado irreversível tomou conta dos seus dois ovários, estômago e fígado. Contudo, sua juventude também é o motivo da sua condenação, já que, segundo o médico, o fato de suas células serem muitos jovens impede que o câncer pare de se espalhar. Por esse motivo, ela só tem mais dois meses de vida.

Com seu tempo contado, Ann faz uma lista com dez coisas para fazer antes de morrer, dentre elas: gravar uma mensagem para cada uma das filhas até que elas façam 18 anos, colocar unhas postiças, fazer amor com outro homem para ver como é e fazer alguém se apaixonar por ela.



A protagonista da história resolve não contar a ninguém sobre a sua doença e entrega as fitas ao médico para que ele possa entregar às filhas após a sua morte. Ela passa então a refletir na sua vida, anda pelas ruas à noite “olhando nas vitrines tudo o que ela quis comprar e não poderá mais”. E é numa dessas “andanças” reflexivas pela cidade que ela conhece Lee (Mark Rufallo), um homem solitário que se encanta à primeira vista pela beleza e fragilidade de Ann. Eles então passam a ter um romance, o que na minha opinião, é um dos grandes momentos do filme, pois há uma química enorme entre os atores, além de deixar claro que os dois se apaixonam durante esse pequeno espaço de tempo.





O filme nos traz um mar de reflexões e acho – sinceramente – que é impossível assistir e se sentir indiferente. O roteiro nos faz pensar em nós mesmos diante de uma situação como essa. O que faríamos se tivéssemos tão pouco tempo de vida? Para quem diríamos “Eu te amo”? Nos braços de quem afugentaríamos a dor e o medo? Resumidamente, como seria imaginar nossa vida sem nós mesmos nela? “Minha vida sem mim” é um filme sublime na sua essência, de uma singeleza como não vejo há muito tempo.  Um soco no estômago com luva de pelica!



Recomendadíssimo e vale cada uma das cinco estrelinhas!


Postado por Renata A às 12:21 15 comentários
14 de dezembro de 2011

Crítica: Minha vida sem mim

Confesso que ainda estou tentando me recuperar depois que assisti ao filme “Minha vida sem mim”, que me foi indicado pelo ótimo blog EiSarah...
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12 de dezembro de 2011

Crítica: Rango

Tudo bem que o filme não é novo, fiz essa resenha em março deste ano, mas como encontrei ela perdida no computador agora, resolvi postar. A animação realmente vale a pena!

Imagine o seguinte cenário: Uma cidade qualquer do México, velho oeste, povoada por animais sinistros sedentos por água.

O enredo não parece ser o de um filme infantil, embora seja uma animação e a sala de cinema estar repleta de crianças.

Rango é uma animação que nos conta a história de um pequeno camaleão solitário que busca a si mesmo.
O camaleão sem nome que vivia preso em um aquário e tinha como amigos um peixe de brinquedo, uma boneca quebrada e uma barata morta têm anseios teatrais e se vê diante do mundo pela primeira vez quando é jogado para fora do carro em que estava devido a um acidente. Aturdido com a nova vida, o camaleão se depara com um velho tatu atropelado que o incentiva a atravessar o outro lado a fim de encontrar o que procura. Guiado pelo conselho do tatu, o camaleão segue pelo deserto e encontra uma cidade chamada Poeira, onde o maior desejo de seus moradores é obter água.

Para sobreviver como forasteiro na cidade, o camaleão adota o nome de Rango e usa seus dons teatrais adquiridos na vida de solidão para convencer os moradores que ele é um temível assassino do oeste. Respeitado pelos animais da cidade e ludibriado pelo prefeito, Rango se torna xerife e usa de seu poder para ganhar regalias e ter o que sempre quis: amigos! 

Uma "charmosa" lagarto chamada Feijão (sim, é isso mesmo) também entra em cena com sua pequena esquisitice e conquista o coração do solitário Rango.

Rango e Feijão.

Apesar dos traços muito bem feitos e o texto às vezes complexo (para um filme que diz ser infantil), Rango é, sem sombra de dúvidas, uma animação atípica. Não há animais fofinhos ou piadas inocentes, muito pelo contrário. O “elenco” do filme é feito por animas estranhos, sujos e com anomalias. As piadas são inteligentes e maldosas demais para que crianças com menos de doze anos entendam, mas a mensagem final do filme é realmente interessante, como a busca por nós mesmos, a tristeza de uma vida de solidão e a destruição de toda uma cidade por causa da ganância.

Uma das cenas mais fortes do filme é a cena onde toda a população aguarda a abertura da torneira com vasilhas na mão. A sede deles é tanta que apesar de eu raramente beber água, fui obrigada a comprar uma garrafa d’água no momento em que saí do cinema.

Quem espera ver uma animação típica da Pixar ou da Dreamworks com traços sutis e personagens bonitinhos: Esqueça! Rango é muito mais denso que isso. Vale as cinco estrelinhas, na minha opinião.


Postado por Renata A às 14:40 3 comentários
12 de dezembro de 2011

Crítica: Rango

Tudo bem que o filme não é novo, fiz essa resenha em março deste ano, mas como encontrei ela perdida no computador agora, resolvi postar. A ...
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1 de outubro de 2011

Lixo Extraordinário


Ando assistindo a bastantes documentários, pois gosto de sair um pouco da ficção para ver a realidade crua e simples que um documentário pode me trazer. Recentemente assisti a Lixo Extraordinário, um documentário sensacional que ganhou (dentre outros) o prêmio Sundance como melhor documentário internacional em 2010, além de ter sido candidato ao Oscar de 2011 (perdendo para "Inside Job").

Lixo Extraordinário narra a trajetória do artista plástico brasileiro Vik Muniz quando este decide fazer seu próximo trabalho em um dos maiores aterros sanitários do mundo: Jardim Gramacho. Sua ideia consiste em criar pinturas com materiais recicláveis em cima de fotografias de personagens que ele encontra por lá. No decorrer da história, vamos conhecendo algumas das pessoas que trabalham nesse lixão, chamados de catadores de lixo (ou catadores de materiais recicláveis, como eles preferem ser chamados).
Conhecemos então Tião, Zumbi, Suelem, Isis, Magna e Irmã. Personagens interessantes e complexos, com bonitas histórias para contar.



Muitos questionaram sobre lixo extraordinário ser apenas uma divulgação do trabalho de Vik Muniz e eu discordo. Ele realmente trata sim do maravilhoso trabalho desse artista brasileiro que ganhou status internacional, mas trata também de uma questão social muito interessante. Vemos, através dos personagens retratados, pessoas que lutam por uma vida melhor ou apenas pela própria sobrevivência, pessoas que são discriminadas por trabalharem nos lixões, mas que encontram em Jardim Gramacho o seu único ganha pão.

É muito interessante assistir ao desenvolvimento dos personagens, que ao se verem diante da possibilidade de uma vida melhor - coisa que antes parecia-lhes impossível, modificam sua maneira de agir perante o mundo. Vik Muniz, ao contrário de muitos outros, preocupou-se com a questão do direito de imagem atribuídos aos personagens de seu trabalho, trazendo à tona uma questão ética importante: Até que ponto podemos usar a imagem das pessoas sem que estes se beneficiem?

Quem gosta de documentários e quem gosta de histórias de vida emocionantes, vale à pena ver Lixo Extraordinário. Uma lição de vida e de reflexão, pois ao nos depararmos com tamanha miséria, com tamanha distinção de classes e de poderes aquisitivos, olhamos para dentro de nós mesmos, em busca de nossas próprias conclusões.

Para quem se interessou em assistir ao documentário, segue abaixo um vídeo do Youtube que possui o documentário completo.


Postado por Renata A às 13:36 6 comentários
1 de outubro de 2011

Lixo Extraordinário

Ando assistindo a bastantes documentários, pois gosto de sair um pouco da ficção para ver a realidade crua e simples que um documentário po...
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23 de agosto de 2011

Meme: 10 casais da ficção

Como eu adoro memes, resolvi fazer um meme livre que vi em um blog. Gostei muito da temática e acho que vocês também vão gostar. Como eu estou fazendo a tag por conta própria, vou deixar sem regrinhas e por isso não vou indicar as blogueiras que deverão fazer,  mas gostaria muito de ver as respostas de alguns blogs em específico como por exemplo: Pequena Jornalista, do Tudo que eu queria te dizer e do Jornal Kell.

Foi difícil escolher os dez, na verdade tenho certeza que deixei algum casal da ficção que adoro de fora, mas só me lembrei desses no momento. Acho que os dez casais escolhidos indicam bastante sobre a nossa personalidade.



[1] Rui e Vani (Os Normais) - Porque eu acho que eles são o melhor casal da TV brasileira e acho que todo casal tem um pouco de Rui e Vani. Eles estão no meu primeiro lugar com louvor e sinto muita falta da série.





[2] O anjo Seth e a médica Maggie Rice (Cidade dos Anjos) - Toda vez que assisto a esse filme choro horrores. Um dos casais mais lindos do cinema, na minha humilde opinião.

[3] Naruto e Hinata (Naruto) - Apesar de ser um casal que faz mais parte da minha cabeça do que da história em si, eu torço muito para que os dois fiquem juntos no anime. Mas sei que animes shouneens dificilmente tem romance explícito.

[4] Elizabeth e Mr. Darcy (Orgulho e Preconceito) - Adoro as implicâncias entre os dois. Um casal lindo que Jane Austen idealizou.

[5] Allie e Noah (Diário de uma paixão) - Um dos romances mais bonitos que já vi. Esse casal mostra que o amor pode superar as barreiras da distância, do tempo e até de uma grave doença. Quem ainda não viu esse filme, recomendo que veja imediatamente.

[6] Elena, Damon e Stefan (The Vampire Diaries) - Confesso que prefiro o Damon ao Stefan, mas como a própria personagem está confusa, resolvi colocar os três. Na verdade não é um casal e sim um triângulo amoroso. Adoro o humor sarcástico do Damon.

[7] Ichigo e Rukia (Bleach) - Mais um casal de anime que faz parte da minha cabeça. Nesse anime ainda acho que pode acontecer alguma coisa entre eles, mas também são sonhos otakus. Adoro esses dois!

[8] Bella e Jacob (Crepúsculo) - Bom, eu sei que eles não ficaram juntos! Mas eu torcia demais por eles, acho que esse casal era perfeito. Mas Stephanie Meyer não achou, deixa pra lá.

[9] Jeff Stevens e Tracy Withney (Se houver amanhã) - Primeiro grande romance que li e esse casal me fez perder o fôlego em cada página que lia. Adorava a química dos dois.

[10] Suzannah Simon e Jesse (A Mediadora) - Difícil imaginar que o romance entre uma adolescente de 16 anos e um fantasma de 150 anos daria um bom romance, mas Meg Cabot cnseguiu isso com maestria. Um dos casais mais fofos do mundo literário.

Estou ansiosa para conhecer os casais preferidos de vocês.
Postado por Renata A às 16:32 11 comentários
23 de agosto de 2011

Meme: 10 casais da ficção

Como eu adoro memes , resolvi fazer um meme livre que vi em um blog. Gostei muito da temática e acho que vocês também vão gostar. Como eu es...
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