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3 de julho de 2012

Crítica: Prometheus



Prometheus, na mitologia grega, era um Titã ao qual, juntamente com seu irmão, foi incumbido da tarefa de criar os animais e os homens. Após a criação dos homens através do barro, Prometheus roubou o fogo dos deuses para dar aos humanos e, por isso, foi severamente punido por Zeus, que o deixou acorrentado em um monte, onde uma águia comia seu fígado todos dias.

O filme, que recebe o mesmo nome  do Titã que deu vida aos seres humanos, narra a história de uma odisseia galáctica, na qual um grupo de cientistas vai em busca de um determinado lugar que teria sido o começo de tudo, onde “os engenheiros” (como eles chamam os possíveis criadores) teriam dado vida à humanidade. Na expedição, temos um grupo bastante diversificado, como a líder Meredith Vickers (Charlize Theron), o robô David (Michael Fassbender), a bióloga Elizabeth Shaw (Noomi Rapace), dentre outros.

Observando o panorama geral, o filme não é ruim, mas não cumpre o que promete. Os efeitos são, em sua maioria, interessantes, mas não passam disso. A maquiagem usada para envelhecer o ator Guy Pierce é sofrível, o que me fez perguntar: Por que não colocaram uma ator mais velho?

Os personagens não são bem delineados, nenhum deles me causou empatia alguma, muito pelo contrário. Durante todo o filme eu estava indiferente se alguém iria morrer ou não, o que é algo bem incomum, já que o mínimo de carisma já faz com que eu torça pelo personagem.


Outra falha grande se perfaz no roteiro. A história demora a começar, o filme só engata mesmo após quase uma hora. O “papo cabeça” deveria ser interessante, mas não convence e muitas perguntas ficaram sem nenhuma resposta, o que imagino ter sido proposital para a criação de um segundo filme.

O único ponto interessante é a idéia de “origem do Alien” que Ridley Scott tentou retomar, o que faz com que os saudosistas da franquia fiquem com vontade de saber o que está por vir. No entanto, se compararmos a seqüência de Alien com Prometheus, percebemos claramente que, nesse último, Ridley Scott enfeitou demais o pavão e, por isso, acabou pecando pelo seu próprio exagero.

O  filme não é dos piores, tem sim seus pontos altos (nem que seja nos seus 30 minutos finais), mas faltou o que é essencial à própria essência humana, tão discutido no filme, faltou-lhe alma. Por isso, ganha três estrelinhas.


Postado por Renata A às 04:55 4 comentários
3 de julho de 2012

Crítica: Prometheus

Prometheus, na mitologia grega, era um Titã ao qual, juntamente com seu irmão, foi incumbido da tarefa de criar os animais e os homens. Ap...
Postado por Renata A às 04:55 4 comentários
21 de junho de 2012

Crítica: Gone (12 horas)


Jill (Amanda Seyfried) é uma jovem que alega ter sido vítima de um sequestro, quando um homem a levou de sua própria casa à noite e a jogou em um buraco escondido no meio da floresta. Sobrevivente desta terrível violência, Jill é atormentada pelas suas próprias memórias e pelo fato que ninguém, nem mesmo a polícia, acredita que isso realmente aconteceu.

Após passar por clínicas psiquiátricas com depressão e tendências suicidas, Jill se muda para um bairro distante onde divide a casa com sua com sua irmã, Molly. Seis meses após o ocorrido, Jill chega em casa e não encontra sua irmã. Após verificar que o pijama que Molly usava  não estava na casa e que um dos brincos delas estava caído no chão, ela começa a imaginar que o criminoso voltou para pegá-la, mas acabou sequestrando sua irmã.

Ignorada pelo detetive local, Jill passa a investigar o caso sozinha e começa a seguir os passos do criminoso, com toda a polícia atrás dela.

O filme tem, sem dúvida, uma história interessante. Seu roteiro daria um espetacular filme de suspense, mas passou muito longe disso. É bem verdade que queremos chegar até o final para saber se toda a história do seqüestro realmente aconteceu ou se é apenas fruto da cabeça de Jill. Porém, esse é o único ponto forte de toda a história, esse jogo entre realidade e ilusão é o que nos prende até o fim.

Amanda Seyfried , muito conhecida por filmes românticos, não é uma atriz sensacional e ainda não convence em Gone. Sua atuação foi um tanto quanto engessada, presa aos moldes de um roteiro ou de uma direção fechada. O restante do elenco, infelizmente, segue os mesmos padrões.


O roteiro também parece ser bem desconexo, algumas peças não se encaixam e muitos detalhes que poderiam passar riqueza para o filme deixam de ser aprofundados. Outra coisa que me irritou bastante foi o desenvolvimento do personagem Quinn, o novo investigador que parece se interessar pela história de Jill. Até a metade do filme, dá a entender que o investigador irá ajudá-la, mas isso não acontece e o personagem simplesmente fica apagado, praticamente some da história, como se tivessem trocado o rascunho do roteiro e esquecido no fundo de uma gaveta qualquer.

Como suspense, o filme prende. Mas como um bom filme, ele não cumpre o seu papel. Desta vez, só vou dar duas estrelinhas.


Postado por Renata A às 14:07 2 comentários
21 de junho de 2012

Crítica: Gone (12 horas)

Jill (Amanda Seyfried) é uma jovem que alega ter sido vítima de um sequestro, quando um homem a levou de sua própria casa à noite e a jogo...
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1 de maio de 2012

Crítica: Os Vingadores (The Avengers)


Os Vingadores (The Avengers, no original) foi um dos filmes mais esperados desse ano (se não o mais!) e apesar de toda a expectativa, estava meio desanimada em ver. Explico! Os últimos filmes da Marvel - Thor e Capitão América - foram dois fiascos, receberam muitas críticas do público e da própria mídia especializada. 
Quando vi o trailer de The Avengers pela primeira vez, pensei: - Vai ser outro filme fraco da Marvel.... Ledo engano!

O filme já começa com cenas de ação, quando Loki aparece e se apodera da Tessecrat, um pedra radiotiva que, nas mãos erradas, possui poderes terríveis. Diante de uma potencial crise mundial, Nick Fury (Samuel L. Jackson) pede permissão para retomar uma ideia antiga: reunir um grupo de super-heróis que se chamariam Os Vingadores. Fury então  monta sua equipe de ataque com: Dr. Banner (Hulk), Homem de Ferro, Capitão América, Viúva Negra e Thor. 

O meu receio inicial era exatamente a junção de grandes astros em um filme só. Geralmente, quando Hollywood decide fazer isso, o filme fica superficial, pois há um excesso de egos brigando em um só espaço. Mas dessa vez, o diretor usou essa possível "falha" de uma forma positiva, a guerra de egos acontece, mas com os super-heróis. Há uma enorme tensão e discordância entre todos eles, o que nos traz piadas bem pontuadas, sacadas inteligentes e rápidas e um roteiro interessante.



Apesar de ter visto muitas resenhas falando que o filme deu espaços iguais para todos os heróis, não achei isso. Na verdade, acredito que Hulk (Mark Rufallo) e o Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) roubaram a cena várias vezes. Inclusive, gostaria de salientar a ótima interpretação de Mark Rufallo que, na minha opinião, foi a grande zebra desse filme. O ator, que é conhecido por fazer filmes água com açúcar, se saiu muito bem como o grande mostro verde.

Ênfase e palmas de pé para a atuação de Tom Hiddleston, que deu um verdadeiro banho de interpretação como o vilão Loki, que  nos mostra como deve ser realmente um vilão: mau e inescrupuloso.

Conclusão: O filme ganha 5 estrelinhas, na minha opinião. Bom roteiro, ótimas atuações, efeitos excelentes e diálogos rápidos e engraçados. Vale a pena!




Postado por Renata A às 10:00 7 comentários
1 de maio de 2012

Crítica: Os Vingadores (The Avengers)

Os Vingadores ( The Avengers, no original ) foi um dos filmes mais esperados desse ano (se não o mais!) e apesar de toda a expectativa, es...
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6 de março de 2012

Resenha: Jogos Vorazes


Confesso que não estava dando muito bola para Jogos Vorazes, mas estava com vontade de ler, tamanha foi a repercussão que ele causou. Apesar de fazer algumas resenhas literárias aqui no blog, não sou muito de ler resenhas sobre livros em blogs, pois geralmente tem spoillers e eu me incomodo. Mas dos blogs amigos eu sempre leio e foi através do blog Ei Sarah que eu comecei a ficar realmente curiosa sobre a saga. Bom, livro em mãos, vamos a minha opinião.

Comecei a ler o livro sem muita expectativa, mas só consegui largar depois a última página chegou ao fim. A história é de tirar o fôlego e fazia muito tempo que eu não ficava tão vidrada em uma história dessa forma. "Jogos Vorazes" narra uma distopia, ou seja, uma sociedade totalmente diferente da nossa, um futuro bem distinto da utopia que sonhamos. O cenário é Panem, um lugar que  antes teria sido a América do Norte, mas que hoje se divide em 12 distritos. Cada distrito possui uma característica própria e quanto maior o número, mais pobre é. A nossa personagem principal, Katniss Everdeen, é uma menina que mora na costura (parte ainda mais pobre) do Distrito 12. Ela vive com sua mãe e sua irmã e foi obrigada a ser a chefe da família depois que seu pai morreu em uma mina de carvão, já que a mãe entrou estado de letargia. Katniss começa então a caçar escondido na floresta e vender suas caças no prego (uma espécie de mercado negro) para que ela e sua família não morresse de fome.

Todo ano, a Capital anuncia os Jogos Vorazes, um evento onde um casal de cada distrito é sorteado para lutarem até a morte, restando apenas um vencedor. O sorteio é feito da seguinte forma: as crianças que completam 12 anos tem seu nome incluso uma vez no sorteio e a cada ano é adicionado mais uma vez o nome cumulativamente. As crianças que pagam tésseras (um punhado de grãos e óleo) tem seus nomes inclusos mais uma vez. Por isso, na 74ª edição dos Jogos Vorazes, Katniss, com apenas 16 anos, terá o seu nome posto 20 vezes no sorteio enquanto seu melhor amigo, Gale, terá 42. Não vou dar mais detalhes sobre o livro, para não tirar a surpresa de quem ainda não leu, ok?

Impossível ler esse livro e não pensar na lavagem cerebral que esses reality shows fazem na nossa cabeça. Eu não assisto Big Brother exatamente por isso. Acho que, exageros a parte, Big Brother é um pouco de Hunger Games em menor escala. As pessoas que ficam ali assistindo os participantes lutarem por dinheiro, passar por cima dos seus valores morais, serem roteirizados para fazer determinadas coisas e ter a edição manipulada de acordo com o bem querer da emissora... Isso não é nada mais do que uma versão um pouco mais tecnológica e menos sangrenta do chamado Circo Romano, quando as pessoas assistiam às lutas dos gladiadores e dos cristãos sendo jogados aos leões. 

Devaneios à parte, trata-se de um livro juvenil, possui uma linguagem mais acessível, porém é  uma história inteligente, uma narração muito mais interessante do que Crepúsculo e Cidade de Vidro, por exemplo. Além de bastante ação, temos romance e o início de um triângulo amoroso (como é de praxe em toda história adolescente).

Minha única reclamação fica por conta do pouco recurso descritivo utilizado, principalmente em relação aos personagens, mas como se trata de ação, acho que foi proposital, afinal não podíamos nos apegar aos personagens da arena, né? E também de algumas falhas dentro da história, que não posso citar aqui, pois seria spoiller. Mas de forma geral, o livro ganha 5 estrelinhas e está recomendadíssimo!
"E que a sorte esteja sempre a seu favor " ;)




O filme está com estréia prevista para o dia 23 de março e estou  ansiosíssima, contando os dias! Mas achei algumas fotos interessantes pela internet que já matou um tiquinho a minha curiosidade. Confesso que detestei a escolha do ator que vai fazer o Peeta, poderiam ter escolhido um ator mais bonitinho, né? Pelo menos eu imaginei o personagem mais bonito, mas como os filmes baseados em livro nunca ficam a gosto do freguês....

Katniss Everdeen com seu arco e flecha.

Parte dos tributos. Arrisco-me a dizer que a ruiva de vestido é a Cara de Raposa, o rapaz ao lado dela é o Thresh, os dois seguintes são Clove e Cato e a morena pequenininha é a querida Rue. Será?

Katniss, Peeta e Gale.

O trailer do filme:

Postado por Renata A às 07:30 12 comentários
6 de março de 2012

Resenha: Jogos Vorazes

Confesso que não estava dando muito bola para Jogos Vorazes , mas estava com vontade de ler, tamanha foi a repercussão que ele causou. Apes...
Postado por Renata A às 07:30 12 comentários
17 de fevereiro de 2012

Resenha: Borralheiro - Fabrício Carpinejar


Para quem ainda não conhece, Fabrício Carpinejar é um escritor gaúcho, filho de nada mais nada menos do que Carlos Nejar, um dos membros da Academia Brasileira de Letras. Embora tenhamos conhecimento de muitos filhos sem talento que pegam carona no sucesso dos pais, Fabrício Carpinejar não é desses. Dono de um talento inegável, o seu nome vem ganhando um espaço cada vez maior na literatura nacional contemporânea.

Confesso que só ouvi falar a primeira vez em Carpinejar ao assistir a uma entrevista dele no Jô Soares. O visual nada ortodoxo me chamou atenção, mas as frases pontiagudas que ele disparava na entrevista fez com que eu me interessasse pelo seu trabalho. Descobri seu blog e logo depois comprei o seu último livro lançado "Borralheiro".

"Borralheiro - Minha viagem pela casa" é um livro de crônicas e se a contagem não falhou, são 90 crônicas que o compõe. O livro trata sobre o homem do lar, que não tem vergonha da sua sensibilidade e que possui até uma certa submissão em relação a mulher que ama. Todas as crônicas abordam a temática preferida do escritor: O amor.

Carpinejar sabe escrever sobre o amor como poucos, seu relato é sincero, sua escrita parece mesmo um desabafo em meio a tinta e o papel. Desafio alguém a ler uma das crônicas e não se identificar com nenhuma delas. Sua escrita é visceral, sua prosa tem matizes de poesia. 

Já li o livro inteiro duas vezes, mas ele fica na minha cabeceira, pois volta e meia dou uma espiadinha em uma página ou outra, releio meus grifos, me delicio com as frases de efeito, me encanto com as conjunções tão bem elaboradas.

Segue abaixo uma das minha crônicas favoritas, espero que também gostem.

MUITAS CHANCES NUMA ÚNICA CHANCE
Não pensem que todos querem um amor grande. Reclamam, mas não querem.
Há gente que diminui o amor de propósito para não sofrer com ele. Elabora uma versão para provar que ele não existiu. Deixamos o amor escapar, sumir, desaparecer para não se atrapalhar. Há gente que até se convence de que aquele amor grande não era devidamente grande.
Há gente que pede um amor pequeno, doméstico, que não desestruture seus hábitos. Um amor anão de jardim, um amor de balcão, de pé, rápido. Um amor minúsculo, sem acento, que não rivalize o amor-próprio. Que esteja próximo, mas não fale alto, que esteja perto, mas não influencie, que seja chamado quando se tem vontade e seja desfeito quando não serve mais.
O amor grande não traz uma felicidade constante - é a principal cilada -, traz uma felicidade irregular, intensa, atávica, que voa muito mais alto do que o conforto. Na estabilidade, é fácil sair da felicidade e da tristeza. No amor, descobrimos o quando podemos ser felizes, e incomoda ter que buscar mais felicidade. Descobrimos o quanto também podemos ser tristes, e incomoda que não sairemos da tristeza sem que o amor volte.
Um amor miúdo vai ao psiquiatra de manhã e termina a relação de noite. O amor grande termina com psiquiatra de manhã e se reconcilia à noite.
Porque o amor grande é uma insanidade lúcia, nem os melhores amigos entendem, é detratar e se retratar com mais frequência do que se gostaria. Amor é o excesso de responsabilidade, de encargo, confiado a quem nos acompanha. Oferecemos o que não conseguimos alcançar.
Sempre seremos menores do que ele, já que é o único que cresce na extinção. Minha mãe costuma dizer que casamos quando encontramos uma solidão maior do que a nossa - só assim saímos da própria solidão.
Há gente sim, que muda de amor para não mudar de opinião, que muda de homem para não mudar sua rotina, que manda onde não vigora poder e dominação. Que culpa o amor por não dar conta dele, que ama já pedindo desculpa por não amar.
O amor grande não é um grande amor.
Há gente que desperdiça a chance do amor grande porque há apenas uma chance para amar grande. Muitas chances dentro de uma chance. O resto são disfarces, suturas, apoios.
Amor grande seria insuportável duas vezes nesta vida. Ou a gente se apequena para receber esse amor ou permanece se engrandecendo para não aceitá-lo.
( Capinejar, Fabrício. Borralheiro, Bertrand Brasil, P. 177 e 178)


Foto ilustrativa que eu tirei do livro e do meu colar com pingentinho da Torre Eiffel.

F


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17 de fevereiro de 2012

Resenha: Borralheiro - Fabrício Carpinejar

Para quem ainda não conhece, Fabrício Carpinejar é um escritor gaúcho, filho de nada mais nada menos do que Carlos Nejar, um dos membros d...
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18 de dezembro de 2011

indicação: adorável psicose


É bem provável que você já tenha ouvido falar em  "Adorável Psicose", mas eu descobri essa sitcom apenas essa semana e resolvi compartilhar com as desinformadas de plantão (como eu). Adorável Psicose é uma série nacional criada e estrelada por Natália Klein, baseado no seu blog homônimo. O seriado, que  passa no canal Multishow, está em vias de iniciar a terceira temporada e mostra o dia-a-dia de Natália, uma jovem que vê problemas em tudo e se autodenomina psicótica por isso. A maior parte da série se passa no consultório da terapeuta Dra. Frida, onde Natália narra suas loucuras.

Sinceramente não sei como eu não conhecia esse seriado antes, porque realmente é muito engraçado, "tipo... muito engraçado mesmo". Descobri através da Carol, do blog Pequena Jornalista.

O roteiro divertidíssimo é escrito pela própria Natália e o elenco é um capítulo a parte. Os atores são simplesmente sensacionais! Impossível não rir com as loucuras da Natália (Natália Klein), seus melhores amigos: Carol (Carol Portes) e Diogo (Raoni Seixas), seu peguete "Cara de Bigode" (Lucas Oradovschi) e sua terapeuta Doutora Frida (Juliana Guimarães). Apesar do humor às vezes nonsense, nós mulheres nos identificamos com alguma passagens dos episódios.

Os episódios são cheios de fases engraçadíssimas como:


"Critério são aquelas coisas que fazem você não sair com um narcotraficante colombiano... e com homem que usa camisa sem manga, porque é nojento! Eu não sou obrigada a conviver com sovaco cabeludo de ninguém ".
" Por que o dente dele tem que ser tão separado e a sobrancelha tão junta? É impossível alguém se concentrar. Se eu pudesse, de alguma forma, tirar um pouco da sobrancelha junta e colocar nos dentes separados. " 


Natália, Diogo e Carol: Amigos inseparáveis.


Cara de bigode.
 Pensa num cara detestável? hahahaha. Mas você acaba torcendo por ele depois.


Humor Nonsense:
A série é recheado de cenas estranhas, fruto da imaginação da psicótica Natália Klein.

Não se assuste! Essa cena vai se repetir durante toda a série e é hilário.

Acho de verdade que o humor brasileiro (principalmente na TV Aberta) carece demais de boa qualidade e depois do término de "Os Normais", ainda não tinha encontrado nenhum programa à altura para suprir esse vazio. Mas depois que conheci "Adorável Psicose" pude renovar essa esperança. Natália Klein é simplesmente sensacional, ela traz uma leveza incrível ao cenário humorístico. Um seriado livre de jargões e cenas clichês, arrisco-me a dizer que "Adorável Psicose" é o melhor programa de humor na televisão brasileira atualmente.

Abaixo alguns vídeos para você se deliciar e se viciar... O restante dos vídeos pode ser encontrado no canal do Youtube Zingo Schneider.








Postado por Renata A às 13:30 12 comentários
18 de dezembro de 2011

indicação: adorável psicose

É bem provável que você já tenha ouvido falar em   "Adorável Psicose" , mas eu descobri essa  sitcom apenas essa semana e resolv...
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14 de dezembro de 2011

Crítica: Minha vida sem mim

Confesso que ainda estou tentando me recuperar depois que assisti ao filme “Minha vida sem mim”, que me foi indicado pelo ótimo blog EiSarah!



“Minha vida sem mim” é narrado por Ann (Sarah Polley), uma jovem de apenas 23 anos que perdeu sua juventude e sonhos após engravidar aos 17 anos. Vivendo em um trailer no quintal da sua mãe com seu marido Don e suas duas filhas, ela leva uma vida humilde, mas – na medida do possível – aparentemente feliz.  Apesar da pobreza e das dificuldades, Ann e Don ainda se amam e tentam fazer o melhor para as filhas.

No entanto, após um desmaio, Ann é levada ao médico e descobre que um câncer em estado irreversível tomou conta dos seus dois ovários, estômago e fígado. Contudo, sua juventude também é o motivo da sua condenação, já que, segundo o médico, o fato de suas células serem muitos jovens impede que o câncer pare de se espalhar. Por esse motivo, ela só tem mais dois meses de vida.

Com seu tempo contado, Ann faz uma lista com dez coisas para fazer antes de morrer, dentre elas: gravar uma mensagem para cada uma das filhas até que elas façam 18 anos, colocar unhas postiças, fazer amor com outro homem para ver como é e fazer alguém se apaixonar por ela.



A protagonista da história resolve não contar a ninguém sobre a sua doença e entrega as fitas ao médico para que ele possa entregar às filhas após a sua morte. Ela passa então a refletir na sua vida, anda pelas ruas à noite “olhando nas vitrines tudo o que ela quis comprar e não poderá mais”. E é numa dessas “andanças” reflexivas pela cidade que ela conhece Lee (Mark Rufallo), um homem solitário que se encanta à primeira vista pela beleza e fragilidade de Ann. Eles então passam a ter um romance, o que na minha opinião, é um dos grandes momentos do filme, pois há uma química enorme entre os atores, além de deixar claro que os dois se apaixonam durante esse pequeno espaço de tempo.





O filme nos traz um mar de reflexões e acho – sinceramente – que é impossível assistir e se sentir indiferente. O roteiro nos faz pensar em nós mesmos diante de uma situação como essa. O que faríamos se tivéssemos tão pouco tempo de vida? Para quem diríamos “Eu te amo”? Nos braços de quem afugentaríamos a dor e o medo? Resumidamente, como seria imaginar nossa vida sem nós mesmos nela? “Minha vida sem mim” é um filme sublime na sua essência, de uma singeleza como não vejo há muito tempo.  Um soco no estômago com luva de pelica!



Recomendadíssimo e vale cada uma das cinco estrelinhas!


Postado por Renata A às 12:21 15 comentários
14 de dezembro de 2011

Crítica: Minha vida sem mim

Confesso que ainda estou tentando me recuperar depois que assisti ao filme “Minha vida sem mim”, que me foi indicado pelo ótimo blog EiSarah...
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12 de dezembro de 2011

Crítica: Rango

Tudo bem que o filme não é novo, fiz essa resenha em março deste ano, mas como encontrei ela perdida no computador agora, resolvi postar. A animação realmente vale a pena!

Imagine o seguinte cenário: Uma cidade qualquer do México, velho oeste, povoada por animais sinistros sedentos por água.

O enredo não parece ser o de um filme infantil, embora seja uma animação e a sala de cinema estar repleta de crianças.

Rango é uma animação que nos conta a história de um pequeno camaleão solitário que busca a si mesmo.
O camaleão sem nome que vivia preso em um aquário e tinha como amigos um peixe de brinquedo, uma boneca quebrada e uma barata morta têm anseios teatrais e se vê diante do mundo pela primeira vez quando é jogado para fora do carro em que estava devido a um acidente. Aturdido com a nova vida, o camaleão se depara com um velho tatu atropelado que o incentiva a atravessar o outro lado a fim de encontrar o que procura. Guiado pelo conselho do tatu, o camaleão segue pelo deserto e encontra uma cidade chamada Poeira, onde o maior desejo de seus moradores é obter água.

Para sobreviver como forasteiro na cidade, o camaleão adota o nome de Rango e usa seus dons teatrais adquiridos na vida de solidão para convencer os moradores que ele é um temível assassino do oeste. Respeitado pelos animais da cidade e ludibriado pelo prefeito, Rango se torna xerife e usa de seu poder para ganhar regalias e ter o que sempre quis: amigos! 

Uma "charmosa" lagarto chamada Feijão (sim, é isso mesmo) também entra em cena com sua pequena esquisitice e conquista o coração do solitário Rango.

Rango e Feijão.

Apesar dos traços muito bem feitos e o texto às vezes complexo (para um filme que diz ser infantil), Rango é, sem sombra de dúvidas, uma animação atípica. Não há animais fofinhos ou piadas inocentes, muito pelo contrário. O “elenco” do filme é feito por animas estranhos, sujos e com anomalias. As piadas são inteligentes e maldosas demais para que crianças com menos de doze anos entendam, mas a mensagem final do filme é realmente interessante, como a busca por nós mesmos, a tristeza de uma vida de solidão e a destruição de toda uma cidade por causa da ganância.

Uma das cenas mais fortes do filme é a cena onde toda a população aguarda a abertura da torneira com vasilhas na mão. A sede deles é tanta que apesar de eu raramente beber água, fui obrigada a comprar uma garrafa d’água no momento em que saí do cinema.

Quem espera ver uma animação típica da Pixar ou da Dreamworks com traços sutis e personagens bonitinhos: Esqueça! Rango é muito mais denso que isso. Vale as cinco estrelinhas, na minha opinião.


Postado por Renata A às 14:40 3 comentários
12 de dezembro de 2011

Crítica: Rango

Tudo bem que o filme não é novo, fiz essa resenha em março deste ano, mas como encontrei ela perdida no computador agora, resolvi postar. A ...
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6 de dezembro de 2011

resenha: a mediadora - meg cabot


A série “A Mediadora” possui seis livros e apesar de assustar pela quantidade, garanto que a leitura flui muito, mas muito rápido mesmo. Li os seis livros em menos de duas semanas e após terminar a saga, fiquei com aquela sensação de vazio, tão conhecida quando terminamos de ler uma obra realmente fantástica.

A saga conta a história de Suzannah Simon, uma adolescente de 16 anos que está mudando de casa e cidade devido ao novo casamento de sua mãe. A história pareceria comum se Suze não fosse mediadora, como ela mesmo se autodenomina, já que ela consegue ver e falar com fantasmas desde pequena.

Após tantos anos lidando com esse dom, Suze começa a ajudar os espíritos a resolverem seus problemas mundanos para que assim pudessem “encontrar a luz”.

Após se mudar para Carmel, na Califórnia, a menina é obrigada a conviver com o novo marido da sua mãe e com seus três meios irmãos, que ela apelida de Dunga, Mestre e Soneca. Mas isso não é nada se comparado com o fato de que um fantasma latino bonitão de 150 anos se recusa a sair do seu quarto. Apesar das implicâncias e brigas, Suze se apaixona pelo fantasma Jesse, mas como viver um romance com alguém que não pode tocar?

Em meio a muita confusão, Meg Cabot narra uma história divertida e surreal, primando pelos anseios tão comuns a qualquer adolescente: mudanças, amizades e o primeiro-amor.

A personagem principal – Suzannah Simon – é uma daquelas personagens carismáticas da qual nos identificamos do começo ao fim. Divertida, forte e excêntrica, a mediadora tenta resolver seus problemas pessoais enquanto ajuda e luta com fantasmas problemáticos e uma rival do além que quer Jesse de qualquer maneira.

Um delícia de leitura para todos os fãs da Meg Cabot ou de romances sobrenaturais. Garanto que você não vai se arrepender depois que ler.

Confira os livros da série:
Volume 1 - A terra das sombras
Volume 2 - O arcano 9
Volume 3 - Reunião
Volume4 - A hora mais sombria
Volume 5 - Assombrado
Volume 6 - Crepúsculo

Postado por Renata A às 18:49 7 comentários
6 de dezembro de 2011

resenha: a mediadora - meg cabot

A série “A Mediadora” possui seis livros e apesar de assustar pela quantidade, garanto que a leitura flui muito, mas muito rápido mesmo. ...
Postado por Renata A às 18:49 7 comentários
5 de dezembro de 2011

contos de fada estão na moda

Volta e meia aparecem surtos de determinados temas que ficam rondando a mídia em todas as suas vertentes. Eles invadem o mercado editorial, o cinema e como era de se esperar... os nossos amados seriados. Foi assim com a overdose de vampiros, a invasão dos zumbis e agora com os contos de fada.

Confesso que contos de fada sempre me interessaram bastante, não só porque eu os assisti compulsivamente na infância, mas porque "depois de velha" passei a me interessar pelas suas origens e descobri que, na realidade, as histórias originais não eram tão bonitinhas assim. Muito pelo contrário, as histórias que são chamados de contos de fada hoje possuem uma primeira versão bem sombria. Wathever!

E nessa ode aos contos de fada, tenho assistido a dois seriados que abordam o tema de formas bem distintas. Vamos a eles!


GRIMM



A série Grimm estreou pela NBC em outubro e narra a história de Nick, um jovem policial que começa a ver sua vida virar de cabeça para baixo quando estranhos acontecimentos ocorrem. Um estranho crime envolvendo uma menina de casaco vermelho, morta brutalmente na floresta, estranhas visões ao olhar para alguns rostos e a aparição repentina de sua tia - única parente viva, o faz descobrir da pior maneira possível que ele é um dos últimos Grimm, descendente dos lendários Irmãos Grimm. O policial se envolve então num mundo desconhecido em que "monstros" e personagens de clássicas histórias se disfarçam de seres-humanos para fazerem o mal e o pior... querem matá-lo.



Grimm me prende de uma maneira geral. Achei a história interessante, gosto bastante da temática, mas uma coisa me incomodou bastante: os efeitos "especiais". Tudo bem que a série é nova, não tem um elenco de peso, mas os efeitos (transformação do humano em lobo, por exemplo) são sofríveis. But... não estou levando isso muito em consideração. O último episódio que saiu foi o 05 e não encontrei previsão sobre o próximo. Espero que a série não tenha sido cancelada, pois reza a lenda que ela estava tendo níveis de audiência baixíssimos.


ONCE UPON A TIME



A outra série que aborda os contos de fada também está no seu início, se eu não me engano saíram apenas cinco episódios. Once Upon a Time conta a história de Emma Swan, vivida por Jennifer Morrison (House), uma mulher solitária que trabalha como "conciliadora", procurando pessoas. Em seu aniversário de 28 anos, ela está sozinha em casa quando um garoto aparece de repente em sua porta informando que ele é o filho que ela deu para adoção quanto tinha 18 anos. 

Aturdida, Emma o leva para sua casa, na cidade de Storybrook, mas durante a viagem, ele tenta convencê-la que ela, na verdade, é a filha da Branca de Neve (Ginnifer Goodwin - O Noivo da minha melhor amiga) e é a única pessoa que tem o poder para desfazer o feitiço que a Rainha Má -mãe adotiva do garoto -,  interpretada divinamente pela atriz Lana Parrilla (24 horas), lançou sobre eles.

O seriado fica vagando entre o presente e o passado, narrando o que aconteceu realmente na história a partir da leitura do livro. Dessa forma, entendemos que a Rainha Má, para se vingar da Branca de Neve, fez com que todos os personagens dos contos de fada ficassem presos naquela cidade, sem saber quem realmente eram, tendo seus "finais felizes" arrancados pela maldição. Mas como todo feitiço tem um quebranto, Branca de Neve coloca sua filha - Emma - num armário mágico para que ela possa salvá-los quando completar o vigésimo oitavo aniversário.

A série é interessantíssima e a Rainha Má é um show a parte, já que a atuação de Lana Parrilla está estupenda! A decepção fica por conta de dois motivos. A série é lenta demais em alguns momentos e a interpretação de Henry (o menino) é muito chata, a voz dele me irrita profundamente.

Tirando isso, apesar da série ser bem infantil, estou gostando  e acompanhando. Estava um pouco nervosa, pois só tinham aparecido a história da Branca de Neve, e eventualmente algo sobre a Chapeuzinho Vermelho. Mas no último episódio a que assisti, a Cinderella aprece. Vamos ver se o seriado vinga, estou torcendo.

Abaixo confira os outros posteres e  um dos trailers do seriado para ver se desperta a curiosidade em vocês.







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E vocês, conheciam a série? Curtem filmes e seriados que falam sobre contos de fadas?


Postado por Renata A às 20:40 9 comentários
5 de dezembro de 2011

contos de fada estão na moda

Volta e meia aparecem surtos de determinados temas que ficam rondando a mídia em todas as suas vertentes. Eles invadem o mercado editorial, ...
Postado por Renata A às 20:40 9 comentários
28 de novembro de 2011

Série: New Girl


A série New Girl estreou pela FOX americana em setembro deste ano e desde então tem sido um enorme sucesso de audiência.

New Girl narra a história de Jess (Zooey Deschanel), uma professora maluquinha, que fica completamente perdida ao flagrar seu namorado com outra na casa em que moravam. Jess encontra em um anúncio o lugar ideal para morar, o único probleminha é que ela precisa dividir a casa com três marmanjos: Schmidt (Max Greenfield), Nick (Jake M. Johnson) e Winston (Lamorne Morris).

Confesso que resolvi assistir ao primeiro episódio apenas por causa da Zooey Deschanel, mas o piloto deixou muito a desejar. Foi até engraçadinho, mas achei o roteiro lento, confuso e imediatamente pensei: "Essa série não vai vingar". Contudo, decidi dar uma chance à série e continuei assistindo aos outros episódios, e qual não foi a minha surpresa ao perceber que estou completamente viciada no seriado e não ser mais viver sem a Jess.
New Girl é uma série leve, feita de plumas. A pesonagem vivida por Zooey Deschanel, Jess, tem aquele jeitinho adorável de ser: meio maluquinha, meio sem noção, mas sempre muito fofa. As falas da personagem são sempre impagáveis e ela sempre tem algum jeito, digamos, excêntrico de resolver as questões e de agradar aos amigos. Seu jeito de ver a vida é quase inocente.

Os rapazes são um capítulo à parte: Nick é um romântico que vive chorando por causa da sua ex, Schimidt - apesar de ser um garanhão - não é dotado de muita inteligência, então sempre sai umas pérolas dignas de Joe (Friends). O Winston é o único que ainda não se destacou muito, na minha opinião, sabemos apenas que ele era jogador de basquete e não pode mais jogar, por isso ele voltou a morar com os amigos e procurar um novo emprego.



Logo nos primeiros episódios, já percebemos que vai rolar um romance entre Jess e Nick, ambos são fofos, são lindos e eu já torço demais pelo casal. Mas sei que pro seriado vingar ainda mais, essa enrolação entre os dois vai durar um bom tempo.
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28 de novembro de 2011

Série: New Girl

A série New Girl estreou pela FOX americana em setembro deste ano e desde então tem sido um enorme sucesso de audiência. New Girl narra a...
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1 de outubro de 2011

Lixo Extraordinário


Ando assistindo a bastantes documentários, pois gosto de sair um pouco da ficção para ver a realidade crua e simples que um documentário pode me trazer. Recentemente assisti a Lixo Extraordinário, um documentário sensacional que ganhou (dentre outros) o prêmio Sundance como melhor documentário internacional em 2010, além de ter sido candidato ao Oscar de 2011 (perdendo para "Inside Job").

Lixo Extraordinário narra a trajetória do artista plástico brasileiro Vik Muniz quando este decide fazer seu próximo trabalho em um dos maiores aterros sanitários do mundo: Jardim Gramacho. Sua ideia consiste em criar pinturas com materiais recicláveis em cima de fotografias de personagens que ele encontra por lá. No decorrer da história, vamos conhecendo algumas das pessoas que trabalham nesse lixão, chamados de catadores de lixo (ou catadores de materiais recicláveis, como eles preferem ser chamados).
Conhecemos então Tião, Zumbi, Suelem, Isis, Magna e Irmã. Personagens interessantes e complexos, com bonitas histórias para contar.



Muitos questionaram sobre lixo extraordinário ser apenas uma divulgação do trabalho de Vik Muniz e eu discordo. Ele realmente trata sim do maravilhoso trabalho desse artista brasileiro que ganhou status internacional, mas trata também de uma questão social muito interessante. Vemos, através dos personagens retratados, pessoas que lutam por uma vida melhor ou apenas pela própria sobrevivência, pessoas que são discriminadas por trabalharem nos lixões, mas que encontram em Jardim Gramacho o seu único ganha pão.

É muito interessante assistir ao desenvolvimento dos personagens, que ao se verem diante da possibilidade de uma vida melhor - coisa que antes parecia-lhes impossível, modificam sua maneira de agir perante o mundo. Vik Muniz, ao contrário de muitos outros, preocupou-se com a questão do direito de imagem atribuídos aos personagens de seu trabalho, trazendo à tona uma questão ética importante: Até que ponto podemos usar a imagem das pessoas sem que estes se beneficiem?

Quem gosta de documentários e quem gosta de histórias de vida emocionantes, vale à pena ver Lixo Extraordinário. Uma lição de vida e de reflexão, pois ao nos depararmos com tamanha miséria, com tamanha distinção de classes e de poderes aquisitivos, olhamos para dentro de nós mesmos, em busca de nossas próprias conclusões.

Para quem se interessou em assistir ao documentário, segue abaixo um vídeo do Youtube que possui o documentário completo.


Postado por Renata A às 13:36 6 comentários
1 de outubro de 2011

Lixo Extraordinário

Ando assistindo a bastantes documentários, pois gosto de sair um pouco da ficção para ver a realidade crua e simples que um documentário po...
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16 de setembro de 2011

Quando um homem ama uma mulher

Sei que parece egoísta (e realmente é), mas qual mulher não deseja um homem que vá até as últimas consequências por ela? Somos tão inseguras que por mais que saibamos que um homem nos ama, só temos certeza disso quando esse sentimento é posto aos extremos.

Já tinha assistindo "Quando um homem ama uma mulher" quando tinha uns 13 anos e lembro o quanto fiquei apaixonada pela história e pelo papel do Michael Green (Andy Garcia). Resolvi assistí-lo novamente dez anos depois e fiquei tão emocionada quanto a primeira vez.

O filme conta a história de um casal apaixonado e feliz, onde tudo parecia perfeito. Os dois tinham bons empregos, tinham duas lindas filhas e se amavam, mas o lar começa a se desestruturar quando Alice Green (Meg Ryan) começa a exagerar nas bebedeiras, até que seu vício pelo álcool se torna insustentável.

É engraçado perceber como o vício é cruel, pois Michael já se casa com sua bela esposa... alcoólatra, mas não percebe isso. Os porres às noites e as ressacas matinais pareciam fazer parte de um divertimento para ambos, mas o vício já estava ali há anos como um monstro sendo alimentado dia após dia prestes a explodir a qualquer momento.

O ápice do alcoolismo de Alice Green se dá quando ela chega em casa completamente bêbada e sua filha de oito anos a flagra bebendo uma garrafa de vodka no gargalo. A mãe, transtornada pelo álcool, estapeia o rosto de Jess, que vai para o quarto desconsolada. Minutos depois, a menina escuta o som de vidro se espatifando e ao correr para ver o que aconteceu, se depara com sua mãe nua, caída por cima dos vidros quebrados do boxe. Ela então liga para o pai que estava viajando (ele é piloto) e diz equivocadamente que a mãe está morta.

Alice então vai para uma clínica de reabilitação enquanto o marido se desdobra para cuidar das duas meninas na ausência dela. Quando enfim volta, torna-se uma mulher deprimida e amarga e passa a se vitimar e culpar o marido pela sua tristeza. Após uma violenta briga, os dois se separam.


Confesso que senti raiva de Alice por estar sendo tão egoísta enquanto o marido tentava ajudá-la a todo instante. Mas entendemos sua atitude quando ela diz: "Era mais divertido quando eu ficava de porre, desmaiava e você juntava os pedaços, não era?". Alice agia como um animal acuado que ataca por medo, ela temia perder o amor do marido por não ser mais divertida, pois ela se achava melhor quando estava "alta".

"Quando um homem ama uma mulher" é uma linda história de amor com um final feliz, mas também com todos os obstáculos, sonhos desfeitos e corações quebrados que qualquer relação possui. No meu crivo, ganha cinco estrelinhas com louvor.
Postado por Renata A às 13:41 9 comentários
16 de setembro de 2011

Quando um homem ama uma mulher

Sei que parece egoísta (e realmente é), mas qual mulher não deseja um homem que vá até as últimas consequências por ela? Somos tão insegu...
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31 de agosto de 2011

Professora sem classe

Recentemente vi dois filmes que estão em cartaz no cinema de uma talagada só. O primeiro foi no final de semana e o segundo em uma segunda-feira. Nesse post vou falar sobre o filme Professora sem classe, estrelado por Cameron Diaz.

PROFESSORA SEM CLASSE (Bad Teacher)

Fui assistir ao filme Professora sem classe porque todas as sessões do horário em que eu estava no shopping estavam lotadas, então fui no "não tem tu, vai tu mesmo".

O filme conta a história de Elizabeth Halsey, uma professora com péssima conduta que não está nem aí para nada, seu único objetivo na vida é agarrar um homem rico para que ela possa parar de trabalhar e para isso ela se dedica ao plano de juntar dinheiro (das piores formas possíveis, inclusive roubando dinheiro dos próprios alunos) para colocar silicone nos seios.

Não sei se estou ficando velha e ranzinza, mas achei a atuação de quase todo o elenco extremamente fraca, além de que acho que o roteiro poderia ser melhor utilizado. Cameron Diaz convence no papel de bad girl/bad teacher, mas estou acostumada com filmes em que os professores dão uma reviravolta na turma e ganham louros por isso, mas nesse longa quem definitivamente vence é o mal.



No decorrer da trama, Elizabeth quer conquistar Scott Delacorte (Justin Timberlake), o mais novo professor da escola, pois descobre que ele é rico. Em contrapartida, a personagem politicamente incorreta rivaliza o amor do ricaço com a enjoada professora Amy, interpretada pela atriz Lucy Punch, que quer desmascarar Elizabeth a qualquer custo diante do diretor da escola.

Justin Timberlake está deprimente no papel do professor e o humor barato e mal colocado ainda pontuam a produção que leva apenas duas estrelinhas por mim (com muita generosidade).
Postado por Renata A às 22:35 7 comentários
31 de agosto de 2011

Professora sem classe

Recentemente vi dois filmes que estão em cartaz no cinema de uma talagada só. O primeiro foi no final de semana e o segundo em uma segunda-f...
Postado por Renata A às 22:35 7 comentários